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Quarta, 31 de dezembro de 2014, 09h00

retrospectiva

2014 marca o fim do Grupo Modelo

Fernanda Escouto, repórter do GD


O ano de 2014 era para ser de festa para o Grupo Modelo, porém no mês que completaria o 30º aniversário, em setembro, a rede de supermercados pediu a falência. O pedido consta no protocolo do dia 1º de setembro na Vara Especializada de Falência, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias de Cuiabá, após várias tentativas frustradas de uma superação financeira da empresa mato-grossense, iniciada em fevereiro de 2013, com o deferimento do Plano de Recuperação Judicial (PRJ).

No dia 6 de setembro, a aprovação do PRJ do Modelo pelos credores completaria 1 ano. Mas o processo voltou à “estaca zero” meses depois, em fevereiro deste ano, quando a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, decidiu, por unanimidade, determinar a nulidade da Assembleia de Credores realizada em setembro do ano anterior.

As ações movidas por bancos credores foram responsáveis pelo impacto mais profundo dos supermercados. Com o deferimento de uma liminar em favor do Banco Safra, todas as lojas da rede deixaram de receber cartões de crédito e débito das bandeiras Visa e Mastercard para o pagamento de compras pelos clientes, para evitar que o dinheiro recebido fosse transferido diretamente para a instituição financeira, o que, segundo os representantes do Modelo, inviabilizava as operações dos supermercados.

A falência foi decretada em 22 de outubro deste ano. A decisão, proferida pelo juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Flávio Miraglia Fernandes, foi motivada pelo pedido formulado pela própria empresa, que alegou insolvência, ou seja, total falta de condições de se recuperar a ponto de conseguir quitar suas dívidas. Com isso, fica cancelado o processo de recuperação judicial da rede de supermercados.

A decretação da falência atingiu as 4 empresas do grupo, sendo elas o Supermercado Modelo, Transportadora Modelo, ABS Distribuição de Alimentos e Bom Dia Comércio, Importação e Exportação. A dívida do conglomerado ultrapassa, segundo cálculos efetuados no andamento do processo, R$ 315 milhões.

Em novembro a rede de supermercados Comper afirmou em comunicado que iria reabrir e operar 7 lojas fechadas após a falência do Grupo Modelo, em Cuiabá e Várzea Grande. As unidades serão administradas por regime de arrendamento. Esses recursos provenientes do arrendamento serão destinados ao pagamento dos custos do processo de falência da rede de supermercados.

No dia 19 de dezembro, o Comper iniciou o processo seletivo e a contratação de trabalhadores. Faixas foram afixadas na fachada dos estabelecimentos, como na loja da avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) em Cuiabá atraindo os trabalhadores. Ainda não foi divulgado o total de vagas e para quais cargos elas estão sendo oferecidas. O atendimento está sendo feito no período matutino e vespertino. Os interessados devem se dirigir às unidades.



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