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Quarta, 31 de dezembro de 2014, 09h11

OPERAÇÃO ARQUEIRO

Gaeco faz devassa na Setas por fraudes milionárias

Welington Sabino, repórter do GD


Entre tantas operações policiais que sacudiram os poderes constituídos em Mato Grosso durante 2014 para desmantelar esquemas de corrupção envolvendo desvio de dinheiro público, a Secretaria de Estado de Assistência Social (Setas), comandada durante 3 anos e 11 meses pela primeira dama do Estado, Roseli Barbosa, esposa do governador Silval Barbosa (PMDB), não ficou de fora. A investigação terminou com denúncia contra ela e outras 32 pessoas.

No dia 29 de abril o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Arqueiro para apurar fraudes detectadas em contratos firmados com 3 institutos durante a gestão de Roseli, que juntos receberam R$ 20 milhões. Os alvos dos mandados de busca e apreensão foram documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o Estado e Institutos de fachada para realização de cursos profissionalizantes.

A primeira dama do Estado tomou posse como secretária no dia 31 de março de 2010 e comandou a secretaria ate 28 de fevereiro deste ano quando anunciou sua saída 2 meses antes da operação que cumpriu 9 mandados de busca e apreensão para obter mais informações sobre o esquema de fraude envolvendo 3 institutos e servidores da Setas. Ela deixou a Pasta sob o comando do então secretário-adjunto Jean Estevan Campos Oliveira.

Segundo o MPE, nos últimos 2 anos, a empresa Microlins e os Institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) e Concluir receberam do Estado quase R$ 20 milhões para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso”, “Copa em Ação”, entre outros. Para obterem êxito nas contratações, nomes de “laranjas” foram utilizados pelos fraudadores. A qualidade dos cursos oferecidos também está sendo questionada.

Investigações realizadas pelo Gaeco em conjunto com Naco apontam a existência de provável conluio entre servidores lotados na Setas e Institutos sem fins lucrativos para fraudes em licitações e convênios. As investigações começaram após a divulgação, em abril de 2013, de erros grotescos em apostilas elaboradas pelo Instituto Concluir e que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo Governo do Estado.

Após embates na Justiça envolvendo o atual titular da Setas, Jean Oliveira que recorreu ao Judiciário para não ser obrigado a prestar depoimento no Gaeco, os interrogatórios foram retomados em novembro. Roseli Barbosa foi ouvida no dia 21 sem qualquer alarde. O teor das perguntas e das respostas não foi divulgado. O mesmo ocorreu com o secretário Jean que foi interrogado 3 dias depois em 24 de novembro. À ocasião, ele foi acompanhado de advogados. 



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