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Segunda, 19 de junho de 2017, 08h20

POLÍTICA DE MT

Juíza já havia determinado reforço na segurança de Silval

Celly Silva, repórter do GD


Uma decisão do último dia 9, quatro dias antes da soltura do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), mostra que a juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, já havia determinado reforço na segurança dele e de seu ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa Araújo. Na ocasião, ambos ainda se encontravam presos no Centro de Custódia da Capital (CCC).

João Vieira

Juíza Selma Arruda

O pedido de providências quanto à segurança dos réus nas ações penais decorrentes das operações Sodoma e Seven - que apuram esquemas de corrupção no governo, entre 2011 e 2014 – foi enviado ao diretor da unidade prisional Jean Carlos Gonçalves e ao assessor especial da Secretaria de Estado de Justiça e direitos Humanos Riadi Omar Fares.

A juíza, diante da alegação da defesa de que Silval sofria risco dentro da prisão, mandou que o caso fosse investigado e, em caso de confirmação, que fosse feito o remanejamento ou transferência dos presos “para local mais seguro”.

“Com relação ao temor externado pela defesa, embora sem qualquer comprovação nos autos de que tenha havido ameaça ou assédio em face dos réus, determino seja oficiado à SEJUDH para que informe se há notícia nesse sentido e, em havendo, para que providencie para que os acusados SILVAL DA CUNHA BARBOSA e SILVIO CESAR CORREA ARAÚJO permaneçam a salvo, em segurança, até a decisão deste juízo quando ao cerne do pedido formulado pela defesa. Neste sentido, deverá o Sr. Secretário de Estado responsável providenciar reforço à segurança, remanejamento dos presos no Centro de Custódia da Capital, ou mesmo na transferência dos presos para local mais seguro, a exemplo do que já ocorreu com outros acusados em situação semelhante”, diz trecho da decisão. 

Otmar de Oliveira

Silval Barbosa e Sílvio Corrêa deixaram CCC na noite de terça (13)

As alegadas ameaças e pressões que Silval vinha sofrendo desde que surgiram boatos de que estaria fazendo acordo de delação premiada foram um dos motivos que o levaram a ter as prisões preventivas - que cumpria há cerca de 1 ano e nove meses - serem convertidas em prisão domiciliar. Agora, ele cumpre a medida restritiva em seu apartamento no edifício Riviera d’América, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá.
 



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