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Segunda, 19 de junho de 2017, 15h45

operação luxus

Juíza manda 'loira do crime' de volta à prisão por roubo a banco

Karine Miranda, repórter do GD


A juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda, determinou uma nova prisão preventiva contra a manicure Lúbia Camilla Pinheiro Gorgete, 26, acusada de integrar uma quadrilha especializada em roubo de agências bancárias no Estado. Pelo menos R$ 5 milhões foram roubados, segundo as investigações. Os membros da quadrilha também ostentavam nas redes sociais com fotos e vídeos de viagens de luxo, veículos importados e passeios suntuosos.

Lúbia foi presa em maio durante a operação “Luxus”, comandada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Além dela, outras 14 pessoas são acusadas de integrar a quadrilha que ostentava nas redes sociais, com fotos e vídeos de viagens de luxo, veículos importados e passeios suntuosos mantidos com o dinheiro supostamente roubado.

Reprodução/Facebook

Juiza determina nova prisão de jovem acusada de integrar quadrilha 

No mês de maio, a jovem teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar, sob a alegação de que seria a única responsável pelos filhos. A decisão foi da Comarca de Poconé (104 km de Cuiabá), onde correm três inquéritos contra a suposta quadrilha, por roubos ao Banco do Brasil em Cuiabá, em Poconé e um terceiro inquérito pelo crime de organização criminosa.

A juíza Selma Arruda, no entanto, entendeu necessária a revogação da prisão domiciliar, pois Lúbia não seria a responsável pelos filhos, que estariam sob os cuidados da avó, que já possui a guarda de uma das crianças e solicitou a guarda da outra menor.

Além disso, a juíza entendeu que a denúncia do Ministério Publico do Estado (MPE) está amparada em elementos de provas produzidos na fase inquisitorial “de onde se extraem a materialidade dos crimes e os indícios de autoria em relação a todos os denunciados”, escreveu a juíza.

Aponta ainda que "o Ministério Público detalha na denúncia quais seriam as suas funções na citada organização criminosa, sendo que alguns seriam os responsáveis pela execução operacional dos crimes, enquanto outros por prestar auxílio, material, logístico, moral e na ocultação de armas, ao grupo criminoso nas ações perpetradas”, afirmou.

Operação Luxus – Ao todo, 26 mandados de prisão preventiva e 17 buscas e apreensão foram cumpridos no dia 4 de maio, na operação "Luxus", deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Judiciária Civil.

O objetivo era prender 17 membros de uma organização criminosa que agiu em roubos e furtos de, pelo menos, 10 agências bancárias do Estado. As ordens de prisão seguidas de busca e apreensão foram cumpridas por equipes de mais de 80 policiais civis, nas cidade de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé.

Para praticar o roubo, os bandidos promoviam a quebra da parede e o desligamento do alarme de bancos da capital e do interior. Uma vez dentro subtraiam valores dos cofres. As ações foram praticadas, geralmente, aos finais de semana, deixando um rastro de destruição nas instalações físicas das agências e a população sem os serviços bancários.



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