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Quarta, 10 de janeiro de 2018, 15h22

operação ararath

Empresária citada por Silval Barbosa também é delatora, revela juiz

Celly Silva, repórter do GD


A empresária Marilena Aparecida Ribeiro firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da operação Ararath, que apura um sistema financeiro ilegal envolvendo desvio de dinheiro público durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa. O processo passou a tramitar de forma sigilosa no Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2016, mas somente veio à tona após uma reclamação que visa anular a delação premiada do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo.

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Otmar de Oliveira

Juiz federal Jeferson Schneider

Isso porque a reclamação tem como alvo o juiz da 5ª Vara Federal de Cuiabá Jeferson Schneider, que em um dos despachos remetidos ao ministro Dias Toffoli, para prestar esclarecimentos sobre a acusação de usurpação de competência supostamente ocorrida ao homologar o acordo de delação que citava autoridades com prerrogativa de foro, o magistrado relatou a existência de uma petição referente ao acordo da empresária Marilena Aparecida Ribeiro.

Conforme o despacho, que tratava sobre a prevenção de julgamento do caso no STF, o que também é alvo de questionamento da reclamação protocolada pelo advogado Ulisses Rabaneda, a competência de Dias Toffoli enquanto relator foi inicialmente fixada em livre distribuição dos autos de um inquérito, que à época tinham como alvo o senador e ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP).

Após o arquivamento do inquérito, em junho de 2016, ao receber a petição que tratava sobre o acordo de colaboração de Marilena Aparecida Ribeiro, o próprio ministro Dias Toffoli entendeu não ser prevento para assumir o caso. “A partir dessa decisão do ministro Dias Toffoli, os processos referentes à Operação Ararath foram livremente distribuídos ao ministro Luiz Fux”, diz trecho do documento assinado por Jeferson Schneider.

Complementando sua explanação, o magistrado afirmou que desde então, o ministro Luiz fux “passou a ser o juiz natural e, portanto, prevento para os processos referentes à Operação Ararath”.

Em consequência disso, Fux também reconheceu sua prevenção em outras petições que surgiram posteriormente, relacionadas aos acordos de colaboração premiada firmadas pelo Ministério Público Federal com o ex-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf, com o empresário Genir Martelli, com o ex-governador Silval Barbosa, sua esposa, irmão e filho, Roseli Barbosa, Antônio Barbosa e Rodrigo Barbosa, respectivamente, e com o ex-chefe de gabinete do governo do Estado Sílvio César Corrêa Araújo, o que culminou nas mais recentes fases da operação Ararath, incluindo a operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2017.

Rosinei Coutinho/STF

Ministro Luiz Fux é atual relator da operação Ararath no STF

Quem é Marilena Aparecida Ribeiro

Marilena Aparecida Ribeiro é empresária dos ramos de postos de combustíveis e construção civil. Foi citada na delação do ex-governador Silval Barbosa e seu ex-assessor Sílvio Cézar Corrêa Araújo como operadora financeira do grupo político do ex-governador, emprestando quantias milionárias em troca de altos juros, que acabavam sendo pagos com dinheiro ilícito obtido por meio dos vários esquemas de corrupção no governo do Estado.

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Por conta disso, ela também figura como vítima na ação penal relativa à operação “Liberdade de Extorsão”, da Polícia Civil, em que os donos do Grupo Milas de Comunicação são acusados de extorquir enormes quantias de dinheiro de políticos e empresários envolvidos em escândalos e negociatas ilícitas na Administração Pública em troca de não terem o caso divulgado em seus veículos. Isso teria ocorrido antes do caso vir à tona com a Operação Sodoma.

Conforme relatos de Sílvio Corrêa à Justiça, parte do dinheiro emprestado por Marilena Aparecida a Silval Barbosa teria sido usado para “comprar” o apoio dos então deputados estaduais em relação a obras superfaturadas como o MT Integrado.



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