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Terça, 13 de março de 2018, 18h00

propina no Detran

Citado por investigados, Paulo Taques assume defesa de Savi na Bereré

Pablo Rodrigo, Repórter do GD


O ex-secretário de chefe da Casa Civil, Paulo Taques, citado em depoimentos como o "responsável jurídico" da empresa EIG Mercados, é o advogado de um dos principais investigados na Operação Bereré: o deputado estadual Mauro Savi (PSB).

Reprodução/Gazeta Digital

Na procuração que o Gazeta Digital teve acesso, Mauro Savi autoriza Taques a lhe defender.

"Outorga-lhe os poderes da cláusula ad judicia em geral, e, em especial, para representar o outorgante perante o Ministério Público e nos órgãos da Polícia Judiciária Civil, ambos deste Estado", diz trecho do documento assinado no dia 19 de fevereiro - mesmo dia da deflagração da Bereré.

De acordo com as investigações, Savi seria o responsável pelas indicações políticas no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) durante o governo Silval Barbosa. Ele seria um dos principais beneficiados no esquema de propina na autarquia.

O ex-deputado José Riva disse em seu depoimento na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), que chegou a ser convidado por Savi para participar do esquema em 2010. Riva alegou aos delegados não ter se interessado e nem procurado novamente por Savi para avançar na concretização dos repasses.

O ex-deputado também disse em seu depoimento que Savi teria lhe confidenciado que “as propinas do Detran não ficavam só para ele, eis que tinha que dividi-la com Pedro Henry, Eduardo Botelho e até para Paulo Taques”. Mauro Savi nega todas as acusações.

Mauro Savi e mais 16 pessoas tiveram bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas.

Já Paulo Taques foi citado pelos empresários Roque Anildo Reinheimer e Marcelo da Costa e Silva. Eles disseram à Polícia Civil e ao Ministério Público Estadual, que o escritório de advocacia que tem como um dos sócios o ex-secretário Paulo Taques seria o responsável por tratar de assuntos relacionados à empresa em Cuiabá.

Paulo Taques nega que nunca advogou para a empresa, assim como o seu escritório.



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