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Quarta, 13 de junho de 2018, 09h03

Taques determina que Casa Militar forneça escolta temporária para Selma Arruda

Pablo Rodrigo, repórter do GD


O governador Pedro Taques (PSDB) determinou que a Casa Militar forneça escolta policial para a juíza

João Vieira

 aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL). A decisão foi proferida ontem (12) após a própria magistrada ter solicitado proteção ao Poder Executivo.

O pedido ocorreu após a Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) ter suspendido definitivamente a escolta de seguranças fornecida pra juíza aposentada.

No Pedido, Selma Arruda pede proteção ao Estado "até o julgamento de recurso por ela imposto junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em face a decisão do TJMT que indeferiu pedido de continuidade de tal escolta após sua aposentadoria".

A pré-candidata também explicou que sem proteção, "lhe causa risco de morte em razão da aposentadoria ser recente, somado a possíveis atos de vingança de réus dos processos em que atuou", diz trecho do pedido.

Em sua decisão, o governo diz não concordar com o fim da escolta policial, já que Selma, como servidora pública, "dedicou sua vida para lutar contra a criminalidade", e agora, "não receba suporte do Estado para garantir sua segurança pessoaç, ameaçada, justamente, em razão de suas atividades", diz trecho da decisão de Taques.

No entanto, Taques destaca que a medida de proteção fornecida pela Casa Militar e Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp), só vigorará até a decisão do CNJ sobre o recurso de Selma.

Selma se aposentou em março, mas vinha mantendo seus seguranças em razão das ameaças que alegou

Otmar de Oliveira

 sofrer por conta de sua atuação no Judiciário de Mato Grosso. Ela atuou como juíza da Vara Contra o Crime Organizado da Capital e teve uma carreira marcada por julgar políticos corruptos e organizações criminosas, especialmente de membros da facção criminosa Comando Vermelho.

Inclusive, aproximadamente 15 dias antes de se aposentar, Selma afirmou que foi abordada por uma pessoa ligada ao Comando Vermelho “que teria feito várias observações sobre a sua segurança”.

Um dos argumentos para o fim da escolta é de que Selma estaria usando escolta para eventos políticos e fins particulares, em razão da “pública e notória” candidatura ao Senado. A comissão tem como presidente, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, e é formada pelos juízes Maria Rosi Borba, Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques, além do coronel Benedito Ferreira. 



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