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Quarta, 11 de julho de 2018, 16h05

Mendes nega fraude em leilão e diz que processos não atrapalham campanha - veja vídeos

Celly Silva e Arthur Santos, repórteres do GD


O ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao governo estadual, Mauro Mendes (DEM), não acredita que decisões judiciais e processos a que responde o prejudiquem em seu projeto político. Na tarde desta quarta-feira (11), ele prestou depoimento sobre fraude em leilão da Maney Mineradora Ltda na Justiça Federal. Em outro processo sobre o mesmo fato, porém na na Justiça do Trabalho, foi proferida uma decisão anulando o leilão após constatações de irregularidades, como o favorecimento do grupo societário a que Mendes pertence.

Arthur Santos da Silva

Mauro Mendes foi à Justiça Federal depor numa ação por improbidade movida pelo MPF contra ele

“Eu fui acusado pela Ararath, lá em 2014. Passaram 3 anos e foi arquivado a Ararath com parecer da Polícia federal, do Ministério Público e do juiz a meu favor. Não tenho dúvida nenhuma que esse processo também será arquivado porque a verdade está ao nosso lado. Sempre esteve e ficará provado aqui”, disse Mendes aos jornalistas na sede da Justiça federal.

Leia também - Justiça anula leilão de mineradora adquirida por Mauro Mendes

O político se mostrou tranquilo em relação ao processo em que é réu na 5ª Vara federal, dizendo que sua linha de defesa será a verdade. “Tinha 3 sócios, nós compramos dos 3 sócios todas as cotas e pagamos. O leilão foi um empecilho que surgiu naquele momento, e que o meu sócio na época foi lá arrematou. E não tem nada de errado nisso. Será provado aqui nos autos na Justiça federal, tem vasta documentação sobre isso. Será demonstrado e eu confio plenamente que isso ficará ao final consignado nos autos”, afirmou.

                    

Questionado sobre a suposta fraude para alterar o preço da Minérios Salomão, comprada por ele e seu sócio Valdinei de Souza em 2011, Mauro negou que o montante de R$ 4 milhões pago estivesse aquém do real valor da mineradora. Segundo o ex-prefeito, o laudo que dizia que o patrimônio valia R$ 700 milhões era uma fraude.

“Existe no documento, já foi acostado, uma declaração desse laudo que existia, que quem disse que assinou, a pessoa já declarou em cartório que nunca assinou aquele laudo. Então esse suposto valor, que é uma operação que aconteceu 10 anos antes da nossa presença na empresa, é falso. Então esse suposto valor de R$ 700 milhões nunca existiu”, afirma. 

                   

                   



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