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Sábado, 12 de agosto de 2017, 08h39

política de MT

Temer rasga elogios a Maggi e diz que ele revolucionou a agricultura

Karine Miranda, repórter do GD


O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que teve muita “sabedoria” ao convidar o senador Blairo Maggi (PP) para ocupar o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em maio do ano passado. Para ele, Maggi está fazendo “um trabalho extraordinário pelo nosso país”.

As declarações foram feitas durante a inauguração da FS Bioenergia, primeira usina de produção de etanol de milho do Brasil, localizada em Lucas do Rio Verde, nesta sexta-feira (11). O evento aconteceu poucas horas antes de vir à tona o conteúdo da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) que acusou Maggi de ter pagado para  o ex- secretário Eder Moraes inocentá-lo de acusações de corrupção.

Alan Santos/PR

Temer rasga elogios a Maggi em evento 

Leia mais - Silval diz que ele e Maggi pagaram para Éder mudar depoimento

Segundo o presidente, Maggi foi convidado a ser ministro justamente por ter conhecimento do setor e já está causando profundas mudanças no segmento. Maggi é formado em agronomia na Universidade Federal do Paraná e conhecido como “rei da soja”, pois seu Grupo Amaggi se tornou um dos principais exportadores de soja do país.

“Eu tive muita sabedoria assim que assumi o governo de chamar o Blairo para [o Ministério da] Agricultura, porque tinha a mais absoluta convicção de que deveria trazer para esta área alguém que a conhecesse em profundidade”, disse.

Para Temer, o trabalho de Maggi tem sido revolucionário. “O Blairo, convenhamos, nestes poucos meses de governo, 15 meses, fez o que não se fez em 15 anos na agricultura no nosso país”, afirmou ele.

Desde que assumiu o ministério, Maggi enfrentou crises como a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que apurou o envolvimento de fiscais do Mapa em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Além disso, foi alvo de um pedido de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em decorrência das delações premiadas dos executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato.

O escândalo mais recente éa delação de Silval Barbosa,  que  acusou Maggi de ter cometido atos de corrupção enquanto  era governador nos anos de 2003 a 2010. Maggi teria pagado, entre os anos de 2014 e 2015, cerca de R$ 3 milhões para Eder Moraes mudar a versão do seu depoimento de modo a inocentar Maggi da acusação de compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado.



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