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Quarta, 10 de janeiro de 2018, 11h08

se não conseguir aposentadoria

Joaquim já fala em recuar de candidatura e apoiar adversários de Taques

Janaiara Soares, repórter do GD


Marcus Vaillant

Antonio Joaquim ainda 'briga' na Justiça para conseguir aposentadoria no TCE, mas avalia se unir ao grupo adversário de Pedro Taques caso não consiga ser candidato ao governo do MT

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, afirmou que o grupo político que articula a oposição ao governador Pedro Taques (PSDB) nas eleições deste ano, pediu para que ele aguarde o resultado jurídico sobre seu pedido de aposentadoria antes de recuar do projeto ao Governo do Estado.

Caso não haja tempo hábil para voltar à vida política, o conselheiro afirma que deve apoiar uma eventual candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao Executivo estadual, integrante do grupo político adversário do tucano.

No início de dezembro de 2017 a Procuradoria Geral da República (PGR) deu parecer contrário à aposentadoria do conselheiro afastado. A manifestação ocorreu na consulta feita por Taques, que aguardava o documento para assinar, ou não, o ato de aposentadoria. Para a procuradora-geral, Raquel Dodge, o pedido de aposentadoria seria uma tentativa de “fugir das amarras processuais criadas pelos indícios de atividade criminosa” que envolvem o conselheiro afastado.

“Coloquei a questão quando a Dodge mandou suspender o processo. Reuni o grupo político para discutir, e se for necessário eu posso retirar minha candidatura. O povo de Mato Grosso clama por uma mudança, ninguém suporta mais o governo Pedro Taques. Se tiver uma posição contrária a minha aposentadoria, eu tenho que recuar”, disse o conselheiro.

Delatado por Silval acusado de receber propina

Chico Ferreira

Após delação do ex-governador Silval, PF deflagrou operação e cumpriu mandados no TCE contra 5 conselheiros acusados de receber propina

Antonio Joaquim e outros 4 conselheiros foram afastados por decisão do ministro do STF, Luiz Fux, por suposto recebimento de propina para aprovar as contas do ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e por fazerem "vistas grossas" ao andamento das obras relativas à Copa do Mundo de 2014.

A acusação faz parte da delação premiada de Silval, homologada por Fux, que culminou na Operação Malebolge, 12ª fase da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de setembro do ano passado.

O conselheiro afirma que mesmo que haja decisão para retornar à Corte de Contas, ele está determinado a se aposentar. “Eu não quero mais ser conselheiro. O TCE é um passado maravilhoso em minha vida, mas caso eu volte, imediatamente eu vou pedir minha aposentadoria”. 



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