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Domingo, 11 de fevereiro de 2018, 08h35

crise no caixa

Prefeitos 'terceirizam' gastos com Carnaval

Glaucio Nogueira, repórter de A Gazeta


Sem os recursos das emendas parlamentares, as prefeituras de Mato Grosso tiveram que usar da criatividade para garantir a seus cidadãos o Carnaval deste ano. Com os cofres baixos, com o dinheiro sendo empregado em sua totalidade no custeio e serviços essenciais, prefeitos apelaram às parcerias com a iniciativa privada para não deixar os foliões sem os festejos que, em muitas cidades, representam um incremento à arrecadação, por conta do volume de pessoas que participam da folia de Momo.

Chico Ferreira

Carnaval na Orla do Porto foi realizo em parceria

O corte nas emendas parlamentares, que no ano passado fomentaram a festa em 17 municípios e injetaram R$ 4,8 milhões nos eventos, foi comunicado no início do ano pelo governador Pedro Taques (PSDB) ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB). O argumento do tucano para a medida foi a falta de recursos no Tesouro Estadual para fazer frente a serviços essenciais. Cada parlamentar deve empregar 6,5% do total das emendas em eventos culturais.

Dono de um dos principais carnavais de Mato Grosso, o município de Chapada dos Guimarães buscou a união com o comércio local e com os representantes dos blocos que participam da festa para garantir a comemoração. Conforme a prefeita Thelma de Oliveira (PSDB), o único gasto do Executivo será com faixas, camisetas para a organização e a limpeza do local. “Mesmo sem o apoio que tivemos no ano passado, teremos Carnaval. O Estado não nos ajudou com recursos, mas montou o esquema de segurança e enviou os policiais para atuarem durante a festa”. Conforme a prefeita, a cidade deve receber aproximadamente 30 mil pessoas durante os dias de folia.

Mesma situação vive Santo Antônio do Leverger. Diante da negativa dos recursos públicos, o prefeito Valdir Castro Filho, o Valdirzinho (PSD), conseguiu parceria com uma cervejaria que resultou na garantia de palco, bandas e iluminação. “Nós entramos com a segurança do evento, para assegurarmos uma festa para a família, a parte de infraestrutura e a questão dos projetos. O restante será fornecido pela Cervejaria Burguesa”. Com mais de 40 blocos, a festa deve movimentar de 80 mil a 100 mil pessoas. “Queremos uma folia como foi no ano passado, sem nenhum incidente grave”.

Em Acorizal, outra cidade que se notabiliza pela folia, o prefeito Clodoaldo Monteiro (PSDB) também “terceirizou” a festa, empregando apenas a alimentação da Polícia Militar e a limpeza da praça. “Se o Estado não tem condições de cumprir com as prioridades, acho certo cortar as emendas. Com criatividade, conseguimos fazer a festa”, pontua o tucano, que espera receber 10 mil pessoas no município, um aumento em relação ao ano anterior já que em Arenápolis, por conta da crise financeira, a folia foi cancelada.



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