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Segunda, 19 de junho de 2017, 00h00

Mitos sobre as eleições

DA EDITORIA


A diferença entre voto branco e nulo, peso e influência de cada um na eleição, contagem de votos, proporcionalidade e justificativa. Temas que envolvem as eleições e que, em muitos casos, geram mais dúvidas que certezas. Com essa realidade em mãos o Tribunal Superior Eleitoral acaba de lançar, nas redes sociais, a campanha Mitos Eleitorais, com o objetivo de desmistificar, por meio de perguntas e respostas, algumas inverdades bastante comuns entre o eleitorado brasileiro e fazer dele um cidadão mais consciente e participativo. O primeiro tema a ser abordado nessa série é o voto nulo.

Estão na lista o voto em branco, quantidade de votos, convocação para mesário, prisão no dia da eleição e uso de formas de propaganda do candidato em dia de eleição como camisetas e afins, entre outros.

Desde que se tornou obrigatório no país com a promulgação da Constituição de 1946, o voto tem sido propagandeado como uma ferramenta legal e democrática de exercício da cidadania. Os 144 milhões de brasileiros aptos a votar (segundo último levantamento do TSE) têm em suas mãos o poder de mudar os rumos de uma gestão por meio da escolha livre. Mas o que é um avanço e uma reafirmação da democracia, para muitos países que não dispõem de tal liberdade, ainda é pouco aproveitado quando se vê um cenário político atual onde imperam denúncias, escândalos e casos de corrupção.

Os políticos, legítimos representantes do povo, só estão onde estão por meio do voto. Há os que parecem ter cargos vitalícios; outros são tão despreparados a ponto de não se saber como foram parar ali. Entre os apagados e os que vivem sob os holofotes, atualmente salvam-se poucos. Mas todos eles, certamente, passaram no teste das urnas.

Ter conhecimento do pleito e de todas as questões que o envolvem, como a diferença do voto nulo para o branco e a importância da participação social para que a voz da maioria seja ouvida, é fundamental nesse processo de transformação. Votar mal e sofrer as consequências faz parte do aprendizado. É preciso saber discernir entre o bom e o mau político, entre os que estão há tanto tempo aí e nada fizeram dos que são novatos e vêm com muita intenção de mudar. Mas vale sempre frisar que só se alcança esse nível de maturidade política aquele que procura se informar, bem como o cidadão participativo, que sabe da importância do seu voto e do seu poder de se fazer ouvido.

A campanha do TSE não será veiculada em rádio ou TV. Optou-se apenas pelas redes sociais, que hoje em dia são uma ferramenta ágil de disseminação da informação. Podem surtir menos efeito que o esperado, mas devem chegar a um público alvo importante, aquele que ainda se deixa levar pela desinformação e pelos mitos que, entra ano sai ano, estão sempre presentes nas eleições. O formato pensado, vídeos de curta duração, animados e com infográficos, também deve facilitar a disseminação desses dados. O que mais importa é despertar no cidadão essa consciência participativa. Já que o voto é obrigatório para todos os brasileiros maiores de 18 anos e menores de 70, que ele seja utilizado da melhor maneira possível.



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