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Segunda, 19 de junho de 2017, 00h00

Frozen e crianças

Rosana Leite Antunes de Barros


É assustador como o machismo faz morada nos lares. Uma determinada escola de Cuiabá, dias atrás, convidou aos alunos e alunas para assistirem a um teatro denominado "Frozen" que narra a linda história de uma princesa.

Elsa, é a filha do rei e da rainha de Arendelle. Referida princesa descobre, na infância, o magnífico poder de criar neve e gelo com um simples movimento de mãos e braços. É herdeira do trono, por ser a filha mais velha, possuindo atitudes de defesa extrema do reino, inclusive, mostrando a enorme capacidade das mulheres em administrar. A Disney recebeu o seu primeiro Oscar na categoria animação com o filme "Frozen". A história possui peculiaridades pelas personagens femininas corajosas e destemidas. É uma narração fictícia, como a maioria dos desenhos animados, e que possui o método da criação, nada tendo que possa denegrir, ou macular histórias para contar a crianças.

Entretanto, para alguns pais e mães, a história não deve ser disseminada para crianças indistintamente. Sim, é isso mesmo. Nessa escola, os alunos e alunas foram convidados e convidadas para assistir a peça. É sabido que teatro é vida, é arte. Porém... Os infantes que desejassem assistir ao espetáculo deveriam receber a anuência do pai ou da mãe. Bem, as meninas receberam o consentimento imediato. Todavia, os meninos... De acordo com alguns responsáveis pelas crianças, aquele teatro conta história de princesas, logo, não poderia ser assistido pelos meninos. Em uma sala do colégio, o número de meninos que teve a autorização para assistir foi mínima. O curioso foi que alguns meninos até derramaram lágrimas de tristeza para ir ao evento, sendo proibidos por aqueles e aquelas que possuem a responsabilidade de guarda e cuidado, os pais e mães.

Convivemos com situações inusitadas, onde os gêneros feminino e masculino possuem papéis, conforme parte da sociedade. Apesar de as mulheres já terem ocupado, e há muito tempo, todos os espaços dantes apenas ocupados pelos homens, os estigmas existem. Mulheres buscam apoio para o desempenho de carreiras conhecidas por serem "masculinizadas". Foi notícia na mídia o ocorrido em um voo nacional, quando uma mulher anuncia que seria a comandante da aeronave. Um tripulante, do sexo masculino, não teve dúvidas e pediu para se retirar, porquanto, não voaria com uma mulher pilotando.

Não há papel a ser seguido por determinado gênero. Não existem filmes ou programas televisivos que só possam ser assistidos por um dos gêneros. O educar também é arte... Pensar no futuro dos filhos e filhas livre de discriminações e preconceitos é poupá-los de sofrimento futuro.

Rosana Leite Antunes de Barros é defensora pública estadual.



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