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Segunda, 19 de junho de 2017, 00h00

Pelo fim do genocídio juvenil

Luiz Gonzaga Bertelli


Nossos jovens estão sendo assassinados! Em uma década (2005-2015), 318 mil jovens perderam suas vidas violentamente, de acordo com o relatório Atlas da Violência, divulgado pelo Fórum da Segurança Pública e pelo Ipea. Se você demandar 20 minutos para ler este artigo, tenha uma certeza: um jovem terá sido assassinato nesse ínterim. Essa triste realidade é o resultado da falta de oportunidade de continuar seus estudos, de ingressar no mundo do trabalho, permitindo que o crime os roube de nós e de si próprios. Dados do IBGE indicam que o desemprego afeta 39,7% da população com idade entre 14 e 17 anos, e 25,9% dos que têm entre 18 e 24 anos.

Duas formas que têm se mostrado positivas na criação de oportunidades para a juventude são os programas de estágio e de aprendizagem. O primeiro possibilita que estudantes ingressem em organizações privadas e públicas, alinhando os conhecimentos teóricos a situações reais em ambiente corporativo, enriquecendo o currículo e aumentando o conhecimento. Pela atividade, o estudante recebe remuneração em forma de bolsa-auxílio, que em muitos casos auxilia na renda familiar e financia a continuidade dos estudos. Já a aprendizagem é a única modalidade do País que permite a jovens com idade a partir de 14 anos ingressar no mercado de trabalho. Por meio dela, os aprendizes atuam quatro dias por semana na empresa e um dia em entidade certificadora, como o CIEE, onde têm aulas de capacitação teóricas nas áreas que atuam, aumentando seu conhecimento e a aquisição de experiência profissional, exigência do mercado.

A eficácia das duas modalidades são comprovadas pelos índices de efetivação: 64,7% no caso do estágio e 70% no caso da aprendizagem. Na contramão do desemprego crescente, o CIEE apurou crescimento de 1,75% no número de jovens inseridos no mercado em 2016, ante 2015. Isto posto, conclamamos os cidadãos a ajudar, como possam, a mudar o cenário apontado no primeiro parágrafo. Jovens, inscrevam-se para concorrer a oportunidades de estágio e de aprendizagem. Pais, familiares e amigos, estimulem os seus a se inscreverem. Gestores abram vagas para que esses jovens ingressem em seus quadros. Assim teremos a oportunidade de formá-los, ao invés de continuar a enterrá-los precocemente!

Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Conselho de Administração do CIEE



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