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Sábado, 13 de janeiro de 2018, 00h00

Mercados municipais

Jairo Pitolé Sant"Ana


Sempre que visito o Mercado do Porto (para comprar peixes, frutas ou uma boa linguiça de porco, num box que um amigo chef me indicou), me lembro de três de alguns dos mercados municipais, dos vários existentes no país, que já visitei.

O Mercadão de São Paulo, com seu pão com mortadela e o pastel de bacalhau, além de sua arquitetura e vitrais marcantes, é um deles (apesar de mineiro, mais pros lados do Rio de Janeiro, quase um carioca do brejo, confesso não conhecer o Mercado Central de Belo Horizonte, cuja fama do fígado acebolado com jiló já corre o mundo).

Embora faça muitos anos que por lá estive, o Mercado Público de Floripa é outro. Em seu box 32, se a memória não anda me zoando, degustei vieiras e ostras da melhor qualidade, acompanhadas de um chopp honesto.

O Mercado Municipal de Curitiba também é uma tentação, por oferecer uma diversidade de produtos não só regionais como de outros estados brasileiros, cujos migrantes ajudaram a formar aquela cidade, especialmente mineiros. Por lá não faltam cachaças das boas, queijos e doces de leite, por exemplo, e ainda tem uma área exclusiva para produtos orgânicos, sem agrotóxicos.

Já o Mercado do Porto, apesar de toda a sua importância pra cidade (não só como entreposto de abastecimento, mas, também, como local de reunião da diversidade étnica e cultural cuiabana), está bem aquém de seus similares acima citados, mesmo tendo sido bem melhorado tempos atrás.

Há um projeto, finalizado em janeiro do ano passado, chamado Requalificação do Mercado do Porto, para ampliação da área construída, do estacionamento, construção de um mezanino onde ficaria a praça da alimentação e outras melhorias, como criação de um espaço cultural.

Parte da verba, inclusive, já estaria garantida por emendas parlamentares de dois senadores e dois deputados federais.

Emendas, cujos valores não parecem ser cotados em real, pois, em três notícias pesquisadas, em meses diferentes de 2017, eles mudaram. Em janeiro, eram R$ 8 milhões, passando a R$ 9,5 milhões em junho e fechando em R$ 10 milhões em julho.

Os prazos também são confusos. Em junho, dizia-se que as obras seriam iniciadas em novembro ou dezembro. Mas nem sombra. Fala-se em entregá-lo nos 300 anos de Cuiabá (ano que vem). Quem sabe desta vez o discurso se transforme, efetivamente, em prática?

Só vendo pra crer.

Jairo Pitolé Sant"Ana é jornalista em Cuiabá, sócio da Coxipó Assessoria de Imprensa. E-mail coxipoassessoria@gmail.com



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