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Segunda, 11 de junho de 2018, 00h00

O profissional de cibersegurança

Daniel Almeida de Macedo


Na era digital em que vivemos as redes empresariais e a vida íntima das pessoas passam por profundas transformações. As novas aplicações tecnológicas em inteligência artificial e automação, cada vez mais frequentes nas empresas, trazem consigo perigos reais de segurança. Já no âmbito pessoal, como todos estão conectados através de redes móveis de internet - smatphones, tablets, notebooks - os arquivos gerados são salvos em nuvem e permanecem à disposição de muitas pessoas, ocasionando uma enorme vulnerabilidade de acesso não autorizado. Em ambos os casos, é necessária a atuação do profissional de cibersegurança, técnico responsável pela salvaguarda dos sistemas e das informações.

Para manter a credibilidade e a confiança dos clientes, é imprescindível que empresas invistam em esquemas de segurança contra a crescente sofisticação dos ataques de hackers e sequestro de dados estratégicos de redes sociais e corporativas. Após a efetivação de um acesso não autorizado, o rastreamento é muito difícil, portanto, é fundamental investir em ações preventivas. Recente pesquisa realizada pelo laboratório da empresa de segurança digital Kaspersky, revela que cada incidente de cibersegurança pode custar um prejuízo médio de quase um milhão de dólares para empresas de porte médio. Ações de prevenção aos ciberataques dependerão de uma combinação entre infraestrutura tecnológica e quadros de profissionais de segurança da informação qualificados. Atualmente, o mundo apresenta uma carência de profissionais capacitados em ciber defesa, e essa falta de profissionais pode, literalmente, desacelerar o ritmo da economia digital.

O déficit de talentos existe porque a maioria dos profissionais ainda não está preparada para essa função, isto é, gerenciar de forma segura a continuidade das operações comerciais, mantendo a confiança de seus clientes. Ao mesmo tempo, as ameaças estão aumentando em prevalência, sofisticação e impacto. Esse contexto torna o setor de cibersegurança bastante promissor para estudantes e profissionais que buscam uma inserção no competitivo mercado de trabalho da era digital. Embora muitos dos estudantes de hoje em dia já estejam familiarizados com temas relacionados à tecnologia e privacidade, para atuar no front da defesa digital é necessário estar na vanguarda do conhecimento, somente dessa forma é possível obstar o cibercrime. Assim, a escassez global de habilidades na área de proteção cibernética, ao mesmo tempo que representa uma ameaça, também significa uma interessante oportunidade de atuação.

Garantir a segurança da inovação tecnológica de ameaças cibernéticas, por meio do gerenciamento de firewalls empresariais, monitoramento das redes e testes de penetração, entre outras atividades, representam ações essenciais para ajudar a conter o panorama crescente de ataques virtuais. Hoje, o entanto, a falta de uma estratégia abrangente de educação e treinamento em cibersegurança contribui para que empresas e organizações sigam combatendo em desvantagem os cibercriminosos, cada vez mais sofisticados e bem organizados. Como a demanda por profissionais treinados e experientes em cibersegurança excede a oferta, é interessante ter em consideração essa interessante e desafiadora área de atuação.

Daniel Almeida de Macedo é doutor em História Social pela USP e escreve neste espaço às segundas-feiras. Contato: danielalmeidademacedo@gmail.com



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