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Segunda, 09 de julho de 2018, 00h00

Copa do Mundo e eleições

da editoria


Em toda Copa do Mundo a história se repete: o Brasil perde de propósito e "vende" a taça do mundo por milhões. Não poderia ser diferente na Copa da Rússia. Segundo a teoria, "se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo ficariam enjoadas". Os jogadores e comissão técnica teriam recebido bônus para entregar a vitória para a Bélgica, um valor que utrapassa 23 milhões de dólares. Mesmo tendo discordado da decisão, jogadores como Neymar foram obrigados por Tite a mudar de ideia após a ameaça da retirada de patrocínios. A teoria fantasiosa não para por aí. Garante que a saída da seleção brasileira tinha como principal objetivo dar equilíbrio à competição e que o Brasil teria seu caminho facilitado para, finalmente, conquistar o hexacampeonato no Mundial de 2022.

A notícia entra para o rol das fake news, nome da moda para as notícias falsas que, com o alcance e as facilidades disponíveis na internet, ganham o mundo em questão de segundos disseminando a desinformação. A história da venda da taça da Copa é antiga, vem de 1998 e obedece a um roteiro comum, com os mesmos personagens envolvidos. É, portanto, de se espantar que ainda há quem se deixe envolver por esse boato absurdo e, o pior, quem o passe para a frente de maneira irresponsável e, por vezes, ingênua. E mesmo com os constantes desmentidos, ainda há quem pense que tanto delírio pode ter um fundo de verdade.

É preciso admitir que a seleção brasileira não esteve nos seus melhores dias em campo e a vitória para a Bélgica foi justa e merecida. Que o digam os milhões de brasileiros que, de uma hora para a outra, se transformam em analistas, especialistas e técnicos, cada um com sua teoria particular para explicar o apagão do time em campo. Só resta ao cidadão aguardar a Copa de 2022, no Catar, a primeira competição deste nível realizada no Oriente Médio. Se a teoria dos insanos citada no início deste texto estiver correta, levaremos a taça desta vez.

Para os admiradores do bom futebol acima de tudo, ainda há uma semana de competição, com jogos que prometem muita emoção em campo. Que vença o fair play, espírito esportivo, o jogo justo e limpo, que dará a taça àquele que tiver o melhor futebol.

Para os que não se importam mais, o encerramento da Copa da Rússia, dia 15 de julho, aconteceu mais cedo. É hora, portanto, de voltar as atenções para o próprio universo, em especial o Brasil, e o período eleitoral que se aproxima. Em meio ao cenário político brasileiro, que por vezes chega a ser asssustador, é preciso ter coragem para se interessar pelo tema. Somente por meio do conhecimento e da informação pode-se fazer a melhor escolha.

O universo de candidatos não é o mais animador, mas se abster da escolha, lavar as mãos e dar de ombros não é o caminho mais apropriado a seguir. Cada cidadão tem a sua parcela de responsabilidade, tanto pela atual situação do país quanto pelos rumos que ele tomará no futuro. Se isentar dessa participação é uma atitude covarde. Quem não participa, perde a legitimidade de cobrar.

Fim de Copa, fim de festa, é chegada a hora de olhar com mais atenção para o cenário político que se desenha e para os protagonistas e coadjuvantes que se apresentam. Que o cidadão brasileiro não se iluda. Assim como o esporte, a política é um campo fértil para as notícias falsas.



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