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Quarta, 11 de julho de 2018, 17h29

Márcia Yamamura

Acupuntura faz a diferença na vida de crianças e adolescentes

Márcia Yamamura


A população brasileira conta com uma aliada importante para melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes: a Acupuntura. A técnica foi criada há mais de três mil anos na China e, desde 1995, é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Disponível para os cidadãos atendidos pelo Sistema Único de Saúde e pelos planos de saúde, os tratamentos são indicados para as mais diversas doenças, como asma, cefaléia, dores no sistema músculo-esquelético, hiperatividade, problemas gastrointestinais, depressão, ansiedade, entre outras.

Outra possibilidade de tratamento e que ainda é pouco difundida é a puericultura com a Acupuntura, trabalhando na prevenção, para não deixar que a criança saudável adoeça. Nesse caso, procura-se resgatar o papel do médico como um preventivo, tentando mudar a cultura de procurar o médico só quando se está doente.

A Acupuntura não enxerga apenas a doença, considera-se a criança como um ser completo, atuando nos sintomas diretos e indiretos. Dessa forma, melhora o comportamento, o emocional e com isso, muitas vezes, diminui a incidência de crises crônicas de determinadas doenças. Os males emocionais também são tratados como uma doença, por isso cuida-se do indivíduo como um todo, incluindo o ambiente em que ele vive e os fatores sociais e comportamentais da família, de maneira preventiva.

Além de agir de forma preventiva, a Acupuntura apresenta excelentes resultados quando a criança já está adoecida, principalmente no caso de enfermidades crônicas, dores, problemas gastrointestinais e emocionais. A Acupuntura também pode ajudar a tranqüilizar a criança, melhorar o sono e até as cólicas que incomodam tanto os bebês nos primeiros meses de vida.
Inclusive a terapia tem mostrado bons resultados também nos casos de doenças de pele, como vitiligo, entre outras.

Durante o atendimento, todos esses fatores (psíquicos, emocionais, sociais e ambientais) são observados e fazem parte da anamnese. São identificados, então, os possíveis fatores do adoecimento segundo os preceitos da Acupuntura. Daí decide-se pelo tratamento mais indicado: aplicação de agulhas, auriculoterapia, além das mudanças em hábitos alimentares, alterações na rotina da criança, foco no emocional, etc.

O papel da mãe também é trabalhado e resgatado, procura-se restabelecer o vínculo mãe-filho. O atendimento pediátrico não pode olhar só a criança tem de olhar o binômio “mãe e filho” e o universo familiar em que ela está inserida. A mãe sai da consulta com orientações no âmbito alimentar, hábitos de vida, comportamentais e até com noções para massagear determinados pontos (de Acupuntura) da criança, tudo isso auxilia no tratamento de forma direta.

No caso da oncologia pediátrica, a Acupuntura auxilia bastante no combate aos efeitos desconfortáveis da quimioterapia e na diminuição da dor, melhorando a qualidade de vida desses pequenos pacientes.

Vale salientar que a prática da Acupuntura só pode ser feita por profissionais da medicina, da medicina veterinária e odontologia – cada um em seu campo de atuação, também definidos por lei. A aplicação da Acupuntura por qualquer outro profissional é ilegal e pode causar sérios danos à saúde do paciente. No caso da Acupuntura pediátrica é importante que, além de Acupunturiatra, o profissional seja também Pediatra.

A Acupuntura, quando feita de forma responsável, permite tratar a criança preventivamente e dentro do universo em que ela vive. Crianças saudáveis são um bom caminho para gerarmos indivíduos saudáveis.

Márcia Yamamura, médica especializada em acupunturiatria e pediatria, vice-presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)



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