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Quarta, 04 de janeiro de 2017, 09h18

Economia

Preço médio dos imóveis teve queda real de 5%


O preço médio nominal dos imóveis residenciais subiu 0,13% em dezembro em comparação com novembro, de acordo com dados do Índice Fipezap. No ano, a alta foi de 0,57%.

Tanto no mês quanto no ano, o crescimento nominal dos preços foi inferior às projeções para a inflação, evidenciando desvalorização dos imóveis em meio à retração da economia brasileira. A inflação medida pelo IPCA deve ser de 0,41% em dezembro e de 6,40% em 2016, de acordo com projeções do Boletim Focus, do Banco Central.

Os dados indicam, portanto, que o preço médio das moradias fechou 2016 com queda real de 5,48%. A variação real, no entanto, só será conhecida após a divulgação do IPCA de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima semana.

Cidades

A pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) considera os anúncios na internet de casas e apartamentos em 20 cidades e regiões. Em sete localidades, o preço dos imóveis teve queda nominal em dezembro: Rio de Janeiro (-0,06%), Distrito Federal (-0,11%), Goiânia (-0,12%), Fortaleza (-0,05%), Curitiba (-0,02%), Vitória (-0,09%) e Contagem (-0,15%). As demais cidades tiveram aumento nominal inferior à inflação projetada para o mês. A exceção foi Belo Horizonte, com alta nominal de 0,99%.

Já no acumulado do ano, quatro localidades tiveram queda nominal no preço das residências: Rio de Janeiro (-2,08%), Niterói (-1,76%), Goiânia (-2,67%) e Distrito Federal (-1,15%), o que evidencia uma situação mais crítica nesses mercados. As demais regiões registraram alta nominal nos preços, mas nenhuma superou a inflação.

A cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do País, também passou pelo mesmo movimento de desvalorização. A alta no valor das unidades atingiu 0,14% em dezembro e 0,41% no ano.

Ao final de 2016, o valor médio do metro quadrado anunciado das 20 cidades foi de R$ 7.662. Apesar da queda, o Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais alto do País (R$ 10.214), seguida por São Paulo (R$ 8.641), Distrito Federal (R$ 8.497), Niterói (R$ 7.434) e Florianópolis (R$ 6.592).
 



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