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Domingo, 18 de junho de 2017, 08h32

Tragédia

Incêndio florestal deixa 57 mortos e 60 feridos em Portugal


Severos incêndios florestais no centro de Portugal já provocaram a morte de pelo menos 57 pessoas, muitas delas presas em seus carros enquanto as chamas atingiram a estrada que corta a região, numa ocorrência que o primeiro-ministro português, Antonio Costa, considerou ‘a maior tragédia que temos vivido‘. O número de feridos já chega a 60 pessoas, incluindo quatro bombeiros e uma criança, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, à emissora estatal RTP.

Welington Sabino

Incêndios florestais no centro de Portugal deixa 57 mortos e 60 feridos 

Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio em Pedrógão Grande depois que os investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade ‘seca‘, disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses. As tempestades secas ocorrem quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.

‘Esta é uma região que tem incêndios por causa de suas florestas, mas não nos lembramos de uma tragédia dessas proporções‘, disse o prefeito de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. ‘Estou completamente atordoado com o número de mortes‘.

As autoridades disseram anteriormente que o calor de 40 graus nos últimos dias poderia ter contribuído para o incêndio, registrado cerca de 150 quilômetros a nordeste de
Lisboa. Aproximadamente 700 bombeiros trabalham para tentar apagar os incêndios desde
sábado, disse Gomes.

Uma enorme parede de fumaça grossa e chamas vermelhas brilhavam sobre a copa das árvores em uma área perto de algumas casas. A RTP mostrou imagens aterrorizantes de várias pessoas em uma estrada tentando escapar da fumaça intensa que reduziu a visibilidade a uma questão de alguns metros. Gomes disse que pelo menos 16 pessoas morreram quando seus veículos foram envolvidos por chamas numa estrada entre as cidades de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras pessoas morreram por causa da inalação de fumaça em Figueiró dos Vinhos.

O primeiro-ministro Antonio Costa disse que as equipes de combate a incêndios estavam tendo dificuldades em se aproximar da área porque o fogo era ‘muito intenso‘. Ele acrescentou que as autoridades portuguesas estavam trabalhando na identificação das vítimas e que socorristas espanhóis ajudariam nos esforços para controlar as chamas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil de Portugal, que coordena os esforços de combate a incêndios, emitiu uma advertência sobre o aumento do risco de incêndios florestais na sexta-feira. Citando as altas temperaturas, afirmou que fogueiras ao ar livre estavam proibidas.

A União Europeia ativou seus esforços de proteção civil para ajudar Portugal a extinguir os incêndios. O Comissário da UE para Ajuda Humanitária e Gerenciamento de Crise, Christos Stylianides, expressou suas condolências pelas vítimas em uma declaração, dizendo que a ‘UE está totalmente pronta para ajudar‘. Ele disse que, em resposta a um pedido de ajuda de Portugal, Espanha e França estão enviando aeronaves para ajudar a combater as chamas.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, twittou que estava ‘comovido pela tragédia em Pedrógão Grande. Os portugueses podem contar com a nossa solidariedade, apoio e cuidado‘.



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