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Domingo, 18 de junho de 2017, 10h00

neste domingo

Eleições legislativas na França devem confirmar liderança de partido de Macron


Os eleitores franceses voltaram às urnas neste domingo na rodada final das eleições legislativas que podem consolidar o poder do presidente recentemente eleito, Emmanuel Macron, uma vez que seu partido novato, o ‘A República em Marcha‘ (REM), aparece nas pesquisas derrotando seus principais rivais. Institutos de pesquisa de opinião pública dizem que, após o desempenho dominante no primeiro turno da semana passada, o REM poderia conquistar até 450 lugares neste domingo, dos 577 assentos da Assembleia Nacional francesa.

O partido de Macron tem 513 candidatos para 573 cadeiras. Quatro já foram conquistadas no primeiro turno do último domingo. Se o efeito rolo compressor continuar para o partido de Macron - que tem metade de seus candidatos mulheres e a outra metade de políticos novos -, a França terá uma Câmara de representantes como poucas, cumprindo o desejo do presidente de renovar uma classe política dominada por políticos de carreira, com diversos casos de corrupção e perda de credibilidade.

Lionel Bonaventure/Pool/Reuters

Eleições legislativas na França devem confirmar liderança de partido de Macron

O forte mandato também daria ao presidente de 39 anos mais liberdade para avançar rapidamente na legislação prometida, nomeadamente uma mudança das leis trabalhistas para facilitar contratações e demissões.

Essa perspectiva preocupa tanto os rivais quanto alguns eleitores, e torna a taxa de participação deste segundo turno uma questão crítica. Uma taxa de participação saudável pode atenuar a esperada vitória do partido de Macron. Menos da metade dos 47,5 milhões de eleitores foram votar no domingo passado, uma baixa recorde que castigou especialmente o Partido da Frente Nacional, de Marine Le Pen, derrotada por Macron na disputa pela presidência.

Os candidatos do partido conservador, Os Republicanos, devem formar o maior grupo de oposição, com 70 a 110 assentos, de acordo com as pesquisas, enquanto os demais partidos dividiram os assentos restantes. Os socialistas, que dominaram a última Assembleia, com 314 assentos, foram pressionados pela impopularidade do ex-presidente Francois Hollande, e podem ficam com apenas 20 assentos.

A preocupação de que as vozes da oposição possam ser silenciadas, e o pluralismo alegadamente diminuído, por uma enorme legislatura pró-Macron se refletiram em uma pesquisa publicada na quinta-feira, sugerindo que mais de metade dos entrevistados esperavam que a segunda rodada ‘corrigisse a primeira rodada com uma menor grande maioria do que o esperado‘.

‘Esta é a França, e não a Rússia‘, disse o candidato de extrema esquerda Jean-Luc Melenchon na última sexta-feira. ‘Nós nos encontraremos com menos representantes da oposição do que na Rússia.‘ Melenchon é conhecido por suas palavras audaciosas, mas sua colocação ressaltou a preocupação com um eventual todo-poderoso Macron que, segundo Melenchon, ‘vai acabar acreditando que anda sobre a água‘.

Eleitores franceses já entregaram a ex-presidentes grandes maiorias no Parlamento, mas o que é diferente desta vez é que o partido de Macron está se separando - e, portanto, enfraquecendo - a oposição. O partido de Melenchon também foi atingido com força pela baixa participação na eleição, mas sua aliança com o Partido Comunista Francês poderia acabar dando-lhes mais assentos do que a Frente Nacional de Le Pen - mesmo que o partido dela receba mais votos. O sistema de votação castiga partidos sem aliados, como a Frente Nacional. Espera-se que o partido vença apenas um punhado de assentos apesar do terceiro lugar do primeiro turno.

 



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