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Terça, 12 de junho de 2018, 11h13

cúpula

Ponto a ponto - como foi a cúpula histórica entre Trump e Kim Jong-un


O presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, foram o centro das atenções em todo mundo durante a cúpula histórica entre Estados Unidos e Coreia do Norte nesta terça-feira, 12. A audiência global, de Washington a Pyongyang, acompanhou o tête-à-tête antes inconcebível diante das ameaças de guerra nuclear e troca de insultos.

Mas o que de fato surgiu, além do espetáculo em si? E quais foram os momentos que cravaram a história do século 21?

Reprodução/internet

Depois da primeira sessão de conversas entre Trump e Kim Jong-un pessoalmente, seus assessores se reuniram para continuar o trabalho dos líderes. Segundo Trump, os resultados foram ‘melhores do que qualquer um esperava‘ e um documento seria assinado em breve. Este foi o primeiro resultado concreto da reunião. O conteúdo do documento foi divulgado antes da entrevista coletiva do presidente americano, mas poucos detalhes foram revelados. Nele, Trump dá ‘garantias de segurança‘ a Pyongyang e Kim reafirma a ‘completa desnuclearização da Península Coreana‘.

Durante a coletiva, Trump foi além. Afirmou que Washington interromperá os jogos de guerra ao lado do governo sul-coreano. A fala é de grande importância, visto que os exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul enfurecem Pyongyang. As atividades são vistas por Kim como um ensaio para derrubar sua dinastia. Trump acrescentou querer enviar os soldados americanos no território sul-coreano de volta para casa. Atualmente, quase 30 mil homens estão alocados no país. O presidente dos EUA também relatou que Kim concordou em destruir um dos principais campos de testes nucleares norte-coreanos.

Segundo o líder americano, o processo de desnuclearização começará ‘muito rapidamente‘. Ele acrescentou que desenvolveu um ‘laço muito especial‘ com Kim. Trump disse ainda que convidaria o norte-coreano para a Casa Branca. Kim ignorou as perguntas sobre a possibilidade de viajar a Washington, mas Trump afirmou posteriormente que Kim havia aceitado o convite. O norte-coreano declarou que o mundo ‘verá uma grande mudança‘ e Washington e Pyongyang decidiram ‘deixar o passado para trás‘. Os dois se cumprimentaram e se despediram sem o auxílio de intérpretes ao final da cúpula.

E agora?

Reprodução/internet

O que acontece agora? Os dois se encontrarão novamente? Segundo declaração tripla envolvendo EUA, Coreia do Sul e Coreia do Norte, o próximo passo possível é a assinatura do fim formal da Guerra da Coreia, e a China deve estar presente neste momento.

O cumprimento

No início do dia nesta terça-feira (noite de Segunda-feira em Brasília), coreógrafos e equipes de protocolo fizeram seus trabalhos: os dois líderes chegaram juntos ao endereço da reunião, depois de terem saído de seus respectivos hotéis. O encontro começou às 9h (horário local), nos pórticos do hotel Capella, quando os dois se deram mãos. O cumprimento durou cerca de 13 segundos. Não foi um aperto de mãos forte como o que aconteceu entre Trump e o presidente francês, Emmanuel Macron, mas foi caloroso. Trump estendeu o braço primeiro e Kim copiou o gesto. Em seguida, os dois se viraram para os fotógrafos.

Depois de aperto de mãos, Kim e Trump posaram brevemente para fotos antes de reunião a portas fechadas no Capella Hotel. ‘Vamos resolver um grande problema‘, declarou Trump. ‘Excelente relacionamento‘, ressaltou.

Kim seguiu seu otimismo, acrescentando que não foi fácil chegar até o momento da cúpula. ‘Houve obstáculos, mas nós os superamos para estar aqui‘, disse. Traduzido pelo intérprete, o líder norte-coreano disse que a realidade geopolítica atual já parece um universo paralelo. ‘Muitas pessoas no mundo verão isso como uma cena de filme de ficção científica‘.

Reprodução/internet

Atrás dos dois líderes, uma fileira de bandeiras dos EUA e da Coreia do Norte se alinhavam lado a lado, em pé de igualdade. Foi uma das mais impressionantes imagens do encontro para os espectadores coreanos - acostumados a enxergar a bandeira americana como a bandeira do mal.

Em um momento curioso, Trump mostrou a Kim o interior de sua limusine presidencial, chamada ‘The Beast‘, enquanto os dois passeavam após o almoço. O norte-coreano sorria enquanto olhava o veículo, curiosamente.

As lágrimas de Rodman

Usando um grande boné vermelho com os dizeres ‘Make America Great Again‘ (Fazer a América Grande de novo), o ex-astro do basquete Dennis Rodman, conhecido de Kim Jong-un e antigo participante do reality show de Trump, chorou durante uma transmissão ao vivo pela CNN.

Emocionado, Rodman disse ter recebido uma ligação da Casa Branca antes da cúpula e foi informado de que o presidente estava orgulhoso de seu trabalho. Rodman alegou que o elogio estava relacionado à situação com a Coreia do Norte e aproveitou para criticar o antecessor de Trump. Ele afirmou que o ex-presidente Barack Obama o ignorou quando ele voltou de Pyongyang com uma mensagem de Kim para Washington.  



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