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Quarta, 07 de março de 2018, 15h02

surto na nigéria

Risco de Febre de Lassa chegar ao Brasil é pequeno, diz virologista


A Nigéria vive um surto de Febre de Lassa. Desde o início do ano, foram registrados 317 casos e 90 mortes da doença, segundo a OMS. A enfermidade foi detectada pela primeira vez em 1969, na cidade de Lassa, na Nigéria, e ainda não conta com vacina.

Wikimedia Commons

De acordo com o virologista Flávio Guimarães, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o vírus da Febre de Lassa é considerado emergente, ou seja, detectado há pouco tempo, por isso ainda não conta com políticas públicas de saúde adequadas a ele.

“Em relação aos vírus emergentes, de forma geral, existe grande chance de espalhamento de doenças no mundo, já que nenhum país está distante mais de 24 horas de avião. A facilidade de uma pessoa viajar infectada e disseminar a doença em outro país é muito forte”, afirma.

No entanto, o virologista acredita que é pouco provável que a Febre de Lassa chegue ao Brasil. “Não é um vírus epidêmico, ele causa surtos esporádicos. Eu diria que é um risco pequeno diante de outros riscos maiores do ponto de vista de saúde pública e de doenças infectocontagiosas”, afirma. “Temos outras preocupações mais importantes que são a febre amarela, a malária, a dengue, o chikungunya e até o influenza”, completa.

Parecido com dengue e malária

Uma das razões do descontrole da doença no país africano seria a dificuldade de diagnóstico. Os sintomas iniciais da Febre de Lassa podem ser confundidos com dengue ou malária, que são febre alta e dores no corpo.

Mas, em estágios avançados, a doença se parece com o ebola, com sangramento da boca, nariz e outras partes do corpo, e pode levar à morte. É transmitida pelo rato por meio do contato da pele com objetos contaminados com urina, fezes ou saliva do rato. “A Febre de Lassa não tem a mesma mortalidade do ebola”, afirma o virologista.

Ele explica as doenças infectocontagiosas transmitidas pelo contato e por mosquitos são ambas muito eficientes em termos de dispersão. “Um vírus que é transmitido por contato se espalha muito rapidamente em ambientes urbanos, pois as pessoas estão próximas. Por outro lado, os vírus que são transmitidos por mosquitos se aproveitam muito bem da biologia do vetor que suga o sangue dos hospedeiros que ele infecta”, diz.

Segundo ele, os vírus não são a grande ameaça do homem, mas ele ressalta que, em relação aos índices de mortalidade globais, as doenças infectocontagiosas estão entre as enfermidades de maior impacto. “A malária, por exemplo, é a doença infectocontagiosa que mais acomete e mata no mundo, e não é uma virose”, afirma. 



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