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Terça, 13 de março de 2018, 09h52

policiais militares e civis

Cai número de policiais mortos, no Rio, após a intervenção federal

COLUNA DO FRAGA


Se ainda não conseguiu baixar os índices de violência, a intervenção federal, no Rio de Janeiro, já provocou uma melhora sensível em outro aspecto da crise: caiu drasticamente o número de policiais mortos no estado, desde que a operação foi anunciada em 16 de fevereiro passado.

Levantamento feito pela Coluna revela que de 1º de janeiro a 12 de março (70 dias), 24 policiais, entre militares e civis, perderam a vida no estado, o que representa uma média de quase um morto a cada três dias. (Não foi incluída na lista o cabo Boanerges do Bem Brandão, morto enquanto passava férias no Espírito Santo).

Fábio Motta/Estadão Conteúdo

O dado positivo da apuração é que quando é levado em consideração apenas o tempo da intervenção (de 16/2 até 12/3) esse número diminui para um óbito a cada 4 dias, com seis agentes públicos mortos. Antes da ação militar, morreram 18 policiais em 46 dias, o que dá uma média de uma vítima fatal a cada 2 dias e meio.

A comparação com o mesmo pedíodo do ano passado é ainda mais favorável. Em 2017, 35 policiais morreram nos 70 dias entre 1º de janeiro e 12 de março, o que significa a média estarrecedora de uma morte a cada 2 dias, o dobro da registrada após o anúncio da intervenção federal.

Desde o início da década, houve uma disparada nos índices de homicídios de policiais, saindo de 95 em 2010 para alcançar 134 no ano passado.

Se os números obtidos até agora forem preservados, o estado do Rio de Janeiro encerrará dezembro com 97 policiais mortos, uma redução formidável em relação a 2017. Se a intervenção tivesse sido iniciada no começo do ano, esse número seria ainda menor, 91, obviamente, com a manutenção da média atual.

A vítima mais recente da violência no estado foi o cabo Leonardo de Paula da Silva, 35 anos, morto, na útima segunda-feira (12). Ele foi baleado em uma tentativa de assalto, na Linha Amarela, Zona Norte do Rio. O PM tinha acabado de sair de serviço e seguia para casa, quando se deparou com um arrastão.

A queda de casos como o de Leonardo traz um relativo otimismo, mas ainda é muito cedo para comemorações.

 



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