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Terça, 19 de dezembro de 2017, 00h00

?Rouba, mas faz?


Às vésperas de iniciar seu último ano de mandato, o governador Pedro Taques (PSDB), que passou os últimos três anos repetindo que não deixaria “sujeira debaixo do tapete”, parece ter superado os efeitos da administração Silval Barbosa em seu governo. Durante entrevista especial ao Jornal do Meio Dia, nesta segunda-feira (18), o tucano afirmou algumas vezes que não queria falar sobre a “roubalheira” que Mato Grosso vivenciou durante o período em que o peemedebista esteve à frente do Palácio Paiaguás. Taques, aliás, disse que se sente “triste” e “envergonhado” quando ouve comparações entre as duas gestões, geralmente, relacionadas ao pagamento dos salários dos servidores. O questionamento mais comum, segundo o governador, é o motivo de Silval não ter atrasado salários, apesar das denúncias de corrupção, e de a atual administração ter enfrentado esse problema, mesmo com o discurso de “não roubar e não deixar roubar”. “Esse é o tipo de argumento que me deixa triste, me deixa envergonhado. Pessoas que pensam assim querem o ’rouba, mas faz’. Eu não concordo com o ’rouba, mas faz’”, declarou o governador, sustentando, diga-se de passagem, que o pagamento dos salários dos servidores não está atrasado.

Fim do Mundo

Aliás, a Câmara Municipal de Várzea Grande caminha a passos largos para ocupar as manchetes da imprensa e receber o título de a ‘A Casa do Fim do Mundo’, assim como sua coirmã de Cuiabá, intitulada de ‘A Casa dos Horrores’. A grande disputa, no entanto, seria pelo cargo de prefeito da cidade, pois um determinado advogado, contrário à atual ocupante do Palácio Júlio Domingos de Campos - Seo Fiote, Lucimar Campos (DEM), inflama os atuais vereadores, apontando que, com a cassação da titular em 2018, o presidente da Câmara Municipal é quem assumiria, até que fossem realizadas novas eleições, ou mesmo, eleição indireta, tendo como eleitores os próprios vereadores.

LOA 2018

A terceira audiência pública para discutir a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 de Cuiabá foi realizada com um projeto que não será votado pelos vereadores. A prefeitura já afirmou que vai encaminhar um substitutivo para a Câmara. A entrega, no entanto, já está atrasada em dois dias. A previsão inicial era que o novo texto chegaria na sexta-feira (15). Os vereadores chegaram a adiar a data da audiência pública para esta segunda-feira (18) por conta disso. Agora, a afirmação do líder do governo, Lilo Pinheiro (PRP), é que de hoje não passa.

Caso de Polícia

A sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande está prestes a virar caso de polícia. O Ministério Público Estadual (MPE) e a Delegacia Fazendária (Defaz) estariam monitorando os 21 vereadores após informações e denúncias de que um pretenso candidato a presidente, vereador de primeiro mandato, teria filmado os acordos em que ele paga pelos votos dos companheiros.

Crítica

O descontentamento do senador quanto à afirmação do governador Pedro Taques (PSDB) relativa ao FEX foi um dos temas abordados durante a entrevista especial que tucano concedeu ao Jornal do Meio Dia, nesta segunda-feira (18). Ao ser questionado pelos jornalistas Lúcio Sorge e Nahyara Moura sobre a crítica que o republicano fez no mesmo programa, uma semana antes - Wellington Fagundes classificou a postura do governador como sectária (intolerante) -, Taques respondeu: “Eu não sou oportunista. Sou sectário, sim, com aqueles que roubam o dinheiro do povo de Mato Grosso. Sou sectário e quero distância”, disse, garantindo não estar fazendo uma referência direta à pessoa do senador.

Postura

No que depender do vereador Diego Guimarães, o diretório do PP em Cuiabá ainda vai ter muito para se incomodar. O parlamentar tem afirmado que não vai mudar sua postura dentro da Câmara Municipal, mesmo diante da deliberação da legenda pelo apoio à gestão Emanuel Pinheiro (PMDB). Na semana passada, dirigentes da sigla fizeram uma reunião para deixar claro que são membros da base governista. Para Guimarães, sua postura de independência não atrapalha em nada o restante do partido que, nas palavras do vereador, só tem agido dessa forma “por causa de cargos”.

Agradecimento

Criticado pelo senador Wellington Fagundes (PR) por supostamente não ter reconhecido a colaboração do republicano no processo de liberação do recurso do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), o governador Pedro Taques (PSDB) disse ter afirmado que o FEX “não tem pai, nem mãe” por estar previsto na legislação e ser “um direito do povo de Mato Grosso”.
 



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