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Quarta, 27 de dezembro de 2017, 00h00

Férias


Já em viagem de fim de ano, o vereador Diego Guimarães (PP) esqueceu de protocolar uma emenda a um dos projetos de lei de autoria do Executivo aprovados na Câmara de Cuiabá na sessão plenária desta terça-feira (26). O progressista havia pedido vista da mensagem no último dia 19 e até teria elaborado uma alteração ao texto que trata da política de recolhimento de resíduos sólidos da Capital. O problema é que ele não a entregou no Parlamento. Resultado: mercados, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais não terão a garantia de encaminhar seu lixo para o aterro municipal de Cuiabá, como o vereador gostaria.

Facebook

O esquecimento de Diego Guimarães (PP) fez sobrar uma bronca até para o também vereador Felipe Wellaton (PV). Membro da oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), assim como o progressista, Wellaton bem que tentou resolver a situação reclamando do “pouco tempo” que os parlamentares teriam para apreciar os projetos que estão em trâmite na Câmara, em especial aqueles votados em regime de urgência. Acabou ouvindo do vereador Luis Cláudio (PP) para sair do Facebook e se focar no Legislativo, assim teria tempo de sobra.

Nome

Polêmica à parte, a verdade é que nenhuma das obras feitas para a Copa do Mundo de 2014 são conhecidas pela população pelos seus nomes de “batismo”. A homenagem a figuras importantes de Mato Grosso não deixa de ser válidas, mas, na prática, o viaduto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ou do Despraiado raramente são chamados de outra forma. A tendência é que com a trincheira do Santa Rosa, não seja diferente.

Romaria

O entra e sai de políticos na antessala do ex-governador Silval Barbosa registrado em vídeo pelo seu ex-chefe de gabinete, Sílvio César Corrêa de Araújo, foi classificado como uma ‘romaria‘ em busca de propina pelos jornalistas Luiz Vassallo e Fausto Macedo em reportagem publicada no jornal Estadão nesta terça-feira (26). O texto tem como base a sentença da juíza Selma Rosane Santos Arruda, a primeira com base nas investigações da Operação Sodoma.

Reforma?

A minirreforma dos cargos e salários da Câmara de Cuiabá foi realmente mini. Terminou com a redução de somente 50 vagas para servidores. Um resultado já esperado, tendo em vista que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 destina para a Casa aproximadamente R$ 50 milhões para seu custeio no próximo ano. O valor é R$ 1 milhão acima do que os parlamentares afirmavam que, neste ano, seria necessário para evitar a demissão em massa que ocorreu em outubro, quando uma suplementação da prefeitura acabou suspensa por ordem da justiça

Conclusão

A obra da trincheira, diga-se de passagem, está 91% concluída, de acordo com informações da Secretaria de Estado de Cidades. Depois de uma série de imprevistos que incluíram falências de construtoras, suspeitas de superfaturamentos e licitações desertas, os secretários Marcelo Duarte e Wilson Santos, enfim, puderam chamar a população para a inauguração do complexo viário. A previsão de entrega é março de 2018, três meses antes da Copa do Mundo... da Rússia.

Trincheira

Os secretários de Estado de Cidades, Wilson Santos, e de Infraestrutura, Marcelo Duarte, precisaram gravar um vídeo e distribuir nas redes sociais para desmentir um boato que nasceu e cresceu na Internet nos últimos dias: que o nome da trincheira do Santa Rosa, em Cuiabá, não seria mais Professor Lenine de Campos Póvoas. No vídeo, Wilson afirma que “como professor de história, que estudou em vários livros do professor Lenine, jamais permitiria que substituíssem o nome”.

Êh, Sílvio!

O foco da reportagem do Estadão, aliás, é a figura de Sílvio César Corrêa Araújo. Além das gravações em vídeo feitas por ele, o texto aborda a lealdade do ex-chefe de gabinete à organização criminosa e sua personalidade violenta, características descritas pela juíza Selma Arruda na sentença, num contraponto ao fato de, conforme a própria magistrada, ele ter colaborado mais com as investigações do que o próprio ex-governador Silval Barbosa que, na avaliação da juíza, “não pareceu honesto” em seus depoimentos.
 



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