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Quinta, 04 de janeiro de 2018, 00h00

Transporte


Enquanto os cuiabanos engolem mais um aumento da tarifa de ônibus, que passou de R$ 3,60 para R$ 3,85, as obras paralisadas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) impedem uma melhora na qualidade do transporte público duas vezes: a primeira porque o modal considerado mais moderno continua sem data para funcionar; a segunda porque, sem a conclusão dele, a administração municipal adia ad aeternum, como diria o próprio prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), a realização de uma licitação para escolha de novas empresas para atuarem na Capital. O argumento é não poder contratar ônibus para determinadas linhas que podem deixar de existir quando (e se) o VLT passar a operar.

Aliados

A articulação pode favorecer Nilson Leitão, que estaria sofrendo resistência por parte do governador Pedro Taques ao seu desejo de concorrer ao Senado. Para Taques, o PSDB não pode ocupar duas vagas majoritárias da chapa, sob o risco de não ter espaço para aliados. Mas também favorece o próprio Blairo Maggi, já que, neste ano, duas vagas de senador estão disponíveis. A ideia do progressista seria pegar ‘carona’ nos eleitores de Leitão e garantir uma votação, definitivamente, sem margens para fracasso.

Estratégia

Entre as ações de Blairo Maggi para fortalecer o projeto de candidatura estaria atrair tucanos para o novo grupo político que surge. Além de convidar lideranças do interior do estado para se filiarem ao PP, o ministro estaria tentando conquistar o apoio do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) ao projeto. A oferta: uma vaga de candidato ao Senado.

Proposta

Os vereadores de Cuiabá podem ter que começar o ano legislativo apreciando um projeto de lei de iniciativa popular que visa reduzir os salários deles próprios. Um abaixo-assinado on-line está disponível no site Change.org. A ideia partiu de Sandro Augusto, que se identifica no portal da internet como presidente do bairro Altos do Moinho.
A proposta é reduzir o pagamento mensal dos vereadores para o valor equivalente a três salários mínimos. Todos os anos eles teriam direito ao reajuste que o governo federal anuncia ao vencimento. A motivação do projeto é o fato de os parlamentares terem aprovado para si próprios o benefício do 13º salário.

Finanças

Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo do Estado, a realidade de Mato Grosso ainda é uma das melhores do país. Um exemplo claro disso é que, mesmo com o escalonamento dos salários feitos no final do ano passado, o governo concluiu 2017 sem débitos com os servidores. A estratégia utilizada pela Secretaria de Fazenda, de pagar primeiro quem trabalha nos setores da educação, saúde e segurança pública, aliás, também se mostrou acertada. Basta olhar a situação do Rio Grande do Norte, onde policiais civis e militares estão em greve desde 20 de dezembro, porque não receberam os pagamentos referentes a novembro e dezembro, além do 13º salário.

Recesso

Alguns secretários estaduais têm levado o período de recesso no Poder Executivo tão a sério quanto levam o trabalho. As “férias”, que devem terminar na próxima terça-feira (9), estão sendo anunciadas no status do WhatsApp. Tudo para garantir que não serão incomodados com assuntos do trabalho ou, quem sabe, justificar a falta de uma resposta para determinadas perguntas.

Profissão nova

Com duas condenações já proferidas pela Justiça Federal, a primeira delas a mais de 69 anos de reclusão em regime fechado e a segunda somando mais 10 anos de pena, o ex-secretário de Estado Eder Moraes, que recorre em liberdade, foi um dos centenas de graduados em Direito a fazer o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ex-chefe de várias secretarias na gestão Silval Barbosa, se aprovado, ele poderá, por exemplo, defender a si próprio nas diversas ações cíveis e penais a que responde.

Candidatura

Ao que tudo indica, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) deve mesmo ser candidato ao governo do estado em outubro e já teria, inclusive, candidato a vice: o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT). Por trás do projeto um nome de peso: o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), que, segundo fontes do interior, tem espalhado a notícia com o objetivo de atrair novos filiados, principalmente para o PP, que apoiem a empreitada.
 



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