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Sexta, 05 de janeiro de 2018, 00h00

Corrupção


Ano de eleições, 2018 começou com mais uma notícia de corrupção no país, só que, desta vez, os acusados são os próprios eleitores. Mais precisamente, 350 mil deles. O número é a quantidade de cadastros nos quais foram identificadas fraudes durante uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) no programa Bolsa Família, do governo federal.

Candidatura

Nilson Leitão, de fato, tem comprado a briga da Fundação, sob o argumento de estar atuando pelo bem da saúde em Mato Grosso, inclusive fazendo críticas duras para quem, teoricamente, é um aliado do governo. O motivo mais provável para seu rompimento com Pedro Taques, no entanto, ainda é seu projeto de candidatura ao Senado, que estaria recebendo mais apoio de membros de outros partidos, do que do próprio ninho tucano.

Detalhes

A estratégia que, segundo fontes do interior do Estado, vem sendo traçada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), para o lançamento de uma candidatura ao governo do Estado do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), parece promissora, a não ser por um detalhe: nomes importantes do agronegócio, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e o empresário Eraí Maggi (PP), não seriam simpáticos à ideia.

Reflexão

A estimativa da CGU, segundo reportagem do site G1, é que R$ 1,4 bilhão foram pagos a pessoas que não tinham direito ao benefício. Famílias com casa própria e carros de luxo, em que a renda por pessoa chega a R$ 1,9 mil mensais, formadas por eleitores que vão ajudar a escolher os próximos governantes do país e que (sim, é possível afirmar) estão desviando dinheiro público, assim como os políticos corruptos dos quais se queixam tanto.

Explicações

Uma suposta dívida relacionada ao contrato entre o governo e a Fundação para administrar o hospital (que o Estado diz ser da Fundação e a Fundação diz ser do Estado) foi apontada como o motivo para o rompimento entre Pedro Taques e Nilson Leitão. A organização de saúde não gostou nenhum pouco e ameaça acionar o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, pela afirmação.

Rompimento

Até então negada pelo governador Pedro Taques e pelo deputado federal Nilson Leitão, a briga entre os dois tucanos tem ficado cada dia mais pública. Agora até mesmo a Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, que administra o hospital regional do município, faz parte da confusão.

Incógnita

A incógnita no momento é como os dois seriam encaixados na articulação, já que não podem, simplesmente, serem deixados de lado no processo eleitoral. Carlos Fávaro é presidente do PSD, partido que já era grande e se tornou ainda maior desde que ele assumiu seu comando. Já Eraí Maggi, não é segredo para ninguém, é um dos principais financiadores de campanhas eleitorais.

Urucubaca

Várzea Grande parece estar precisando de um banho de sal grosso. Há, pelo menos, sete anos a cidade não sabe o significado da expressão estabilidade administrativa. A última esperança havia sido depositada na prefeita Lucimar Campos (DEM), que desde 2015, quando assumiu a cidade após a cassação de Walace Guimarães (PMDB), vem trabalhando para recolocar a cidade nos eixos. Mas até a democrata foi cassada. A verdade é que, a qualquer momento, o segundo maior município do Estado pode, de novo, ficar sem prefeito.
 



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