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Quinta, 01 de março de 2018, 00h00

Executivo


Ainda sobre a desistência de Blairo Maggi (PP) em disputar as eleições deste ano, algumas coisas no discurso do ministro da Agricultura merecem destaque e dão margem a algumas interpretações. A primeira delas é o fato de o progressista ter ressaltado estar “mais satisfeito” à frente do Ministério e que a decisão anunciada vale para as eleições de 2018, “não para sempre. Nunca mais somente a morte”, nas palavras dele. Ou seja, Maggi tem perfil de Executivo e não, não está deixando a vida pública, como se chegou a cogitar.

Sem apoio

O segundo destaque é para o fato de Blairo Maggi ter feito questão de enfatizar que não vai apoiar ninguém este ano. Um recado claro e direto que se estende, desde o governador Pedro Taques (PSDB), até o último postulante a deputado estadual que fizer o registro de sua candidatura. O ministro não vai mexer uma pedra para ajudar ninguém, nem política, muito menos financeiramente.

Mantendo distância

Aliás, duas características de Blairo Maggi (PP) na forma de fazer política facilitam esse distanciamento dele das eleições deste ano. Além de o progressista nunca ter sido do tipo de que vive entre o povo e as bases, sempre manteve um grupo de aliados pequenos. Em outras palavras, Maggi tem pouquíssimas pessoas a quem dar satisfação e dificilmente vai ter alguém lhe pressionando para mudar de ideia.

Lá fora

Os vereadores Chico 2000 (PR) e Diego Guimarães (PP) protagonizaram mais um barraco dentro da Câmara de Cuiabá com direito a “vamos lá para fora” e tudo. A discussão, que começou, como sempre, com algum posicionamento sobre a CPI “do Paletó”, terminou na sala reservada aos parlamentares, atrás do plenário. Tudo sob o olhar atento de Abílio Júnior (PSC), que nem participou da briga, mas foi dar uma de abelhudo.

Desserviço

E também teve barraco na Assembleia Legislativa. Os deputados Zeca Viana (PDT) e Adalto de Freitas, o Daltinho (SD), foram os autores do desserviço à sociedade. Zeca, aliás, “esqueceu” uma coisa em sua fala sobre o escândalo envolvendo o Detran: criticou o governo do Estado por não ter rescindido o contrato que dava origem à propina, mas não os deputados que são acusados pelo Ministério Público de serem os beneficiários da suposta fraude.

Limites

Em tempo, de fato os parlamentos, tanto estadual quanto municipal, são espaços para o debate - que por vezes, é natural, se torna acalorado - de ideias divergentes, afinal, vereadores e deputados representam uma população em que nem todos concordam com as mesmas opiniões. Mas entre o acalorado e a falta de respeito, há uma linha tênue que, cada dia mais, tem sido ignorada por aqueles que nos representam.

Como antes

Depois de praticamente todas as prisões de políticos ao longo dos últimos anos terem sido revogadas, algumas por conta de acordos de delação premiada, quem frequenta as altas rodas de Cuiabá afirma sem medo de errar que praticamente todos os acusados de corrupção já estão tocando a vida normalmente como antes, alguns até fazendo negócios nos mesmos moldes do passado.

Monitoramento

As medidas restritivas, que na teoria acompanham os benefícios da delação, para quem convive com essas pessoas, precisam ser melhor fiscalizadas pelo Ministério Público e Poder Judiciário. Já tem quem diga que elas têm sido eficazes quanto às tornozeleiras eletrônicas que, conforme várias denúncias já constatadas por órgãos de controle, são tudo, menos monitoradas como deveriam.
 



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