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Domingo, 03 de junho de 2018, 00h00

Serviço malfeito


O achado de duas notas promissórias da suposta propina paga pelo ex-governador Silval Barbosa no gabinete que era ocupado por José Carlos Novelli aponta para suspeitas não só contra o conselheiro afastado Tribunal de Contas de Estado (TCE).
Convenhamos, precisam ser reavaliados os trabalhos, primeiro, do pessoal que faz a limpeza na Corte e, segundo, dos policiais federais que cumpriram o mandado de busca e apreensão no local, na época da Operação Malebolge.

 

Confusão

Em um depoimento recente à Policia Federal o ex-governador Silval Barbosa reconheceu algumas falhas em parte de seus depoimentos como delator premiado, geralmente envolvendo detalhes como valores ou características de documentos. Mas se justificou. Disse que eram tantos os repasses de propina, por meio de um sistema tão complexo, que realmente confundiu algumas situações.
Não dá para duvidar.

Dívidas

Nas pesquisas em documentos e jornais antigos do Arquivo Público de Mato Grosso para produzir a reportagem especial sobre os ex-governadores desta semana, A Gazeta descobriu que em 1972, uma dupla de candidatos a prefeito e vice de Barra do Bugres encontrou um jeito, digamos, inusitado de pagar as dívidas da campanha eleitoral que, naquele ano, não resultou em vitória para eles.

Aula de costura

José Carlos Novelli também teve uma ideia brilhante para esconder os documentos, mas, no final das contas, acabou traído pelo serviço malfeito como costureiro. Tivesse feito o remendo na cortina direito, nada disso teria acontecido.

Operação à vista

E depois dessa notícia, não seria de se estranhar se amanhecermos na segunda-feira (4) com mais uma fase da Operação Ararath nas ruas de Cuiabá. A Procuradoria Geral da República (PGR) já pediu providências.

Inovação

Antonio Porfirio de Brito e José Francisco dos Santos, os candidatos que perderam o pleito, promoveram shows artísticos em quatro cidades - Tangará da Serra, Denise, Nova Olímpia e na própria Barra do Bugres - cobrando ingressos da população para arrecadar fundos.
Em tempos nos quais os candidatos recorrem até a vaquinha virtual, se a moda pega, a Justiça Eleitoral vai ter trabalho dobrado.

 

Limite

Mas a julgar pelos custos que as campanhas eleitorais tinham até 2016 e o limite de gastos imposto pela Justiça Eleitoral a partir deste ano, os candidatos não devem ter problemas com arrecadação. Quem gastava milhões, agora vai ter que conseguir o mesmo número de votos com bem menos dinheiro. O difícil mesmo vai ser encaixar as despesas nesse orçamento ‘apertado‘ que está previsto.

 

Calculando os riscos

Apesar de toda a polêmica que a tentativa já causou, parte dos deputados ainda não teria desistido de votar a mensagem que pode revogar o mandado de prisão contra Mauro Savi (DEM), detido desde o dia 9 de maio.
Ao que parece, os parlamentares estão mais dispostos a enfrentar o desgaste perante a população, do que correr o risco de o democrata se irritar por acreditar que foi abandonado e, por isso, resolver contar o que sabe.
 



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