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Quarta, 06 de junho de 2018, 00h00

Quem diria


A política proporciona alguns espantos e muitas decepções. Quem não se lembra da aguerrida deputada Luciane Bezerra, denunciando o governo e atacando de frente seu desafeto José Riva? Hoje está afastada do cargo de prefeita e convive com a repugnante imagem pegando dinheiro de propina, segundo delação de Silval Barbosa.
Guerreira e temida por muitos, antes; hoje, aos olhos do Ministério Público, é alguém que faz parte da banda podre da política. Aos olhos dos adversários, uma política igualzinha a Zé Riva. Nasceu e morreu, precocemente, na vida pública. Que pena.

Orientação

O Ministério Público e a Justiça Eleitoral já passaram da hora de ter uma atitude prática em relação aos abusos do poder econômico nas eleições. Blá-blá-blá não tem resolvido muito. É preciso orientar o cidadão como ele deve agir quando se deparar com atos delituosos na campanha. Como proceder. O que fazer. Orientar para os flagrantes. Enfim, como colher provas são importantes para punir e expulsar da vida política os que se comportam como maus políticos.
Uma campanha educativa seria muito importante. Simular algumas situações, também. Já começa assustando a turma, que só vê eleição no dinheiro.

Última bolacha

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, comporta-se como a última bolacha do pacote e se sente a noiva que todos querem. Faz política individualista e só se dispõe a pensar e discutir aquilo que atenda seus interesses pessoais. Não escuta ninguém. Não decide e deixa todos a reboque do seu humor. Assim foi quando resolveu não se candidatar à reeleição, mas só comunicou horas antes da convenção. Com isso, submete a sociedade a engolir qualquer nome de última hora.

Vaidade

Mendes passa a imagem da arrogância e do descaso com a política. Só ouve sua esposa e mais ninguém. Seu comportamento elimina o debate político e condena a sociedade a não aprofundar análises para escolher o melhor.
O povo não merece tratamento de brincadeira num assunto tão sério. Mauro Mendes não pode se achar o Sassá Mutema da política, colocando-se como salvador da pátria.
Mauro estava em Dubai a passeio e agora visita a filha na China, sem dar qualquer importância às eleições de um Estado que precisa debater seus problemas e soluções.

Sem empolgação

Observadores políticos dizem que a candidatura de Carlos Fávaro (PSD) mais parece comida sem sal. Não empolga ninguém. Não há quem fale com entusiasmo do projeto. Achar que ele é viável pelo simples fato de pertencer ao agronegócio, setor que não conhece dificuldades financeiras, é um engano. Não será surpresa se Fávaro desistisse do Senado e buscasse um projeto mais garantido. Até agora, não emplacou, apesar do enorme esforço que tem feito.

Rabo preso

Não é possível aceitar o descaso, a vergonha, a irresponsabilidade e o desrespeito com o dinheiro público. Marcelo Duarte, titular da Sinfra, tem obrigação de explicar a caótica situação da rodovia que liga Nobres e Bom Jardim, inaugurada há menos de um ano.
A obra, feita pela construtura do deputado Nininho (PSD), literalmente, acabada, esburacada, é um deboche com o contribuinte. Péssimo cartão de visitas num dos lugares mais belos do Estado.
Será que alguém tem rabo preso com o deputado? Onde está o MPE, que cuida até de briga de galo e fecha os olhos para esse absurdo? Onde está o TCE, que não fiscaliza? Mais respeito com o dinheiro público, gente.

Conveniência

Infelizmente, a política aqui é tratada como brinquedo. Todos sabem que Mauro Mendes nunca engoliu a família Campos e nunca escondeu que os considera ultrapassados e integrantes da velha política. Foi claro ao apoiar Wellington Fagundes ao Senado, trabalhando contra os interesses de Jayme Campos, que correu da disputa e Fagundes se elegeu.
Jayme, também, não esconde de ninguém que não nutre a mínima admiração por Mendes. Parece um projeto de conveniência puramente pessoal. Eles se engolem. Os Campos rastejam atrás de Mendes e todos fingem que têm projeto para Mato Grosso.
 



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