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Segunda, 18 de junho de 2018, 00h00

Corporativismo


Num apanhado geral, a atuação da Assembleia Legislativa nas infindáveis tentativas de soltar o deputado estadual Mauro Savi, preso pelas operações Bereré e Bônus, revelaram que os parlamentares agem por corporativismo, não importa a gravidade das denúncias apresentadas, nem a quantidade de provas do suposto ato ilícito.

Cara a tapa

Até quem espuma de ódio na tribuna quando o objetivo é discursar acusando adversários de estarem fazendo algo errado contribuiu para a votação que tentou soltar o democrata. Não houve um voto sequer contrário. E quem não votou porque se absteve ou não estava presente, ajudou tanto quanto os que, pelo menos, coragem de dar a cara a tapa.

Financiamento

As recentes declarações do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) de que só vai consolidar sua candidatura ao governo do Estado se conseguir ‘financiamento‘ para a campanha precisam estar no radar do Ministério Público Eleitoral. Quem começa uma busca pública e desenfreada dessa forma por dinheiro não pode reclamar de suspeitas.

De olho!

E em caso de vitória do democrata nas eleições de outubro, não só os órgãos de controle, mas a população de uma maneira geral precisa ficar atenta para os contratos que o, quem sabe, governador Mauro Mendes vai firmar. Operações policiais têm mostrado que boa parte das ‘doações‘ para campanhas acabaram sendo quitadas com dinheiro de obras públicas.

Preocupação

A preocupação de Mauro Mendes com dinheiro é em partes justificável. É público e notório que os problemas financeiros de suas empresas começaram quando ele entrou para a política, na época, disputando e perdendo o governo do Estado. Para o democrata deve ser um alívio saber que, neste ano, os gastos com a campanha terão um teto bem menor, limitado pela Justiça Eleitoral.

No lugar certo

Da população, diga-se de passagem, o que se espera nas eleições deste ano é que coloque nas urnas a indignação que se costuma ver nas redes sociais, nas rodas de conversa e até em aeroportos e aviões. De nada adianta escorraçar, xingar e até agredir políticos quando os encontra na rua, se, na hora de votar, as escolhas dos candidatos não são feitas de forma consciente.

Modus operandi

Mas o modus operandi dos deputados estaduais já vinha sendo demonstrado desde a instalação da CPI do Ministério Público que, todo mundo já sabia (e a suspeita se confirmou recenetemente), foi criada, não para investigar coisa alguma, mas para chantagear o órgão de controle que tem a Assembleia Legislativa no centro e um alvo enorme de esquemas de corrupção há um bom tempo.

Efeito colateral

Nesta segunda-feira (18), diga-se de passagem, Mauro Savi completa 40 na cadeia. O tempo é mais ou menos o mesmo que a Assembleia Legislativa levou para livra Gilmar Fabris (PSD), preso no final do ano passado pela Polícia Federal, acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath. O que os deputados estaduais não contavam no caso de Mauro Savi é que, justamente, a iniciativa de livrar Fabris com tanta “eficiência” prejudicaria os próximos que, por ventura, acabassem detidos. Os parlamentares mexeram com uma atribuição da Justiça e, não é segredo para ninguém, magistrados também têm fama de corporativistas.
 



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