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Quinta, 12 de julho de 2018, 00h00

Ladeira abaixo


Que o grupo que tem Mauro Mendes como pré-candidato ao governo do Estado precisa de uma aliança um tantinho mais forte para garantir ao democrata tempo de propaganda eleitoral suficiente para sua campanha, todo mundo sabe. Mas daí a se juntar ao MDB para conseguir esses minutos a mais, parece ser um caminho ladeira abaixo, cheio de oportunidades de ataques para os adversários na corrida eleitoral.
 

Trabalho e tanto

Afinal de contas, trata-se do partido de Silval Barbosa. O ex-governador - que dispensa comentários - se desfiliou há algum tempo. Ainda assim, desvincular a imagem dele - e toda a corrupção que vem junto - da legenda emedebista e, consequentemente, do grupo de Mauro Mendes vai ser um trabalho e tanto para o marqueteiro Antero Paes de Barros.
Quem aí não lembra da campanha de 2010, quando os dois estiveram em palanques opostos?

Escolha

Por não ter pensado com o fígado no momento que muitos à sua volta faziam isso, o deputado federal ainda tem, tanto o grupo de Mauro Mendes (DEM), quanto o grupo de Pedro Taques - que não faz muito tempo eram uma coisa só -, de seu lado.
Entre os democratas, Sachetti é querido o suficiente para ter disponível para si a vaga de vice-governador na chapa liderada pelo ex-prefeito de Cuiabá. Do lado dos tucanos não é diferente, a não ser por um detalhe, na chapa de Taques ainda há a tão sonhada vaga ao Senado em aberto.

Convicção

Em cima do muro enquanto boa parte dos então aliados do governador Pedro Taques (PSDB) declaravam guerra ao tucano, Adilton Sachetti (PRB) agora parece estar colhendo os (bons) frutos por ter sabido ficar calado no momento certo. Ao que tudo indica, só não vai conseguir colocar em prática o objetivo claro que traçou para sua trajetória política - ser candidato ao Senado neste ano - se não estiver tão convicto quanto parece estar de que é isso mesmo que quer.

No muro

O mais curioso é que Adilton Sachetti conseguiu se manter neutro e, ao mesmo tempo, importante para os dois grupos, sem passar a imagem de que agia com falsidade ou traindo seus ideais políticos.
Não se pode dizer, por exemplo, que o deputado era do tipo que criticava o governo Taques ou bajulava demais, assim como não se via partirem dele críticas ou elogios exacerbados a Mauro Mendes e companhia quando este decidiu romper a aliança de tempos.
Sachetti esteve ali, em cima do muro, incrivelmente, sem que isso parecesse pejorativo à sua imagem.

Mal das pernas

O Democratas em Mato Grosso vai mal das pernas. Depois de Mauro Mendes precisar operar o tendão de Aquiles, foi a vez do deputado estadual Dilmar Dal Bosco passar por uma cirurgia no joelho. O procedimento ocorreu em Sinop, cidade do parlamentar, depois de ele muito relutar. Tudo culpa de uma torção para desviar de um cachorro.


Adiado

Aliás, segundo Mauro Mendes, a situação de sua perna é um dos motivos que fizeram o Democratas adiar o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado. O ex-prefeito está com a mobilidade reduzida desde a operação.
O lançamento estava inicialmente previsto para ocorrer no último dia 9. Agora, pelo andar das coisas, arrisca acontecer quando o período das convenções já estiver aberto.
 

Para ganhar uma eleição você precisa
de 50% mais 1 dos votos, não de 100%
 

Mauro Mendes sobre a resistência do prefeito Emanuel
Pinheiro à participação do MDB na aliança democrata.



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