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Domingo, 11 de março de 2018, 10h30

família

Apesar dos obstáculos, Ampara completa 9 anos incentivando adoções

Keka Werneck, repórter do GD


Lista de casais heterossexuais e homoafetivos ou pessoas interessadas em adotar uma criança em Mato Grosso está com 170 inscritos e a demora entre o início e o fim do processo de adoção pode durar 5 anos ou mais, principalmente se o desejo for por bebê. Na outra fila, a de crianças, 64 esperam por uma família, já com autorização judicial.

Apesar das dificuldades ainda encontradas por quem decide ir de encontro a um filho não biológico, houve muitos avanço na última década, é o que assegura a gestora administrativa e fundadora da
Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio a Adoção (Ampara), Lindacir Rocha Bernardon. A Ampara está completando 9 anos de serviços prestados no combate ao abandono de crianças e adolescentes.

Arquivo Pessoal

Lindacir tem 3 filhos adotados e defende a causa

Um dos avanços, segundo ela, é que pretensos pais têm sido menos exigentes na escolha do perfil da criança. As restrições, que antes eram de idade, cor, sexo e outras, têm se restringido mais a doenças graves. "De tanto a gente fazer campanhas para desmistificar a adoção, já estão aceitando crianças mais velhas, de 10 a 12 anos, por exemplo, que antes eram discriminadas. Precisamos romper mitos", defende Lindacir, que tem 3 filhos adotivos e se dedica a esta questão social.

Um dos trabalhos da Ampara é de preparo dos pais, antes da adoção, e de apoio, depois. Já fizeram o preparo para adotar cerca de 2 mil pretendentes em 9 anos. Esta iniciativa tem reduzido o número de crianças devolvidas. A ideia é que as institucionalizadas, já sendo vítimas do abandono, não passem, uma segunda vez, por esta esta dolorosa experiência. A ajuda pós-adoção é importante também para superação da fase de adaptação, que pode durar pouco, mas também se estender, dependendo do estado emocional dos pais e das crianças.

A experiência, conforme Lindacir, mostra que, quanto mais rápido corre o processo judicial, mais rápido os filhos se sentem membros da família, confortáveis na nova situação. Um dos problemas é justamente a demora no trâmite das ações, apesar de a lei vigente preconizar prazo de 3 meses.

A nutricionista Helen Praeiro Alves, de Cuiabá, é mãe adotiva das meninas Maria Clara e Beliane, de 8 e 15 anos. As filhas, para ela, são duas bênçãos que Deus lhe deu. Ela participou de dois cursos na Ampara e destaca que só foi possível encontrá-las após aumentar a faixa etária de adoção, que antes era de 0 a 5 anos.

“Eu apaixonei por elas pela fotografia. Quando a Lindacir [gestora da Ampara] me trouxe a foto, era a minha Maria Clara, só que ela tinha uma irmã. A hora que eu olhei a Belinha, aí ela entrou na minha vida também. Eu percorri 1,4 mil km para buscar as minhas filhas. Tivemos o primeiro encontro e foi um encontro não de pessoas que não se conheciam, mas como se fosse uma família, de mãe e filhas e de filhas e pai. Eu obtive a guarda e agora o processo de adoção será feito aqui em Cuiabá e espero que seja o mais rápido possível, porque eu quero as minhas filhas e elas eu não largo de jeito nenhum.”

A Ampara atende de segunda à sexta-feira das 13h às 18h. Os telefones de contato são (65) 3645-8200 e (65) 9 8102-3031. (Com informações da assessoria de imprensa do TJ-MT)



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