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Segunda, 09 de julho de 2018, 17h55

Bebê indígena recebe alta médica, mas seu destino é incerto

Valquiria Castil, repórter do GD


Divulgação

Depois de apresentar melhoras no quadro de saúde e sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, a bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai recebeu alta médica nesta segunda-feira (9). No entanto, segundo a assessoria de imprensa, ela ainda deve aguardar o posicionamento do Ministério Público Estadual (MPE) que deve definir onde ela ficará.

A menina de apenas 1 mês e 4 dias de idade passou todo o tempo em uma unidade hospitalar, desde que nasceu e foi enterrada viva numa cova rasa aos fundos da casa da família indígena, moradora de Canarana (823 Km a leste de Cuiabá). A atitude da avó e bisavó, apontadas como responsáveis pelo ato criminoso, gerou várias complicações na saúde da criança que sobreviveu após ficar cerca de 7 horas enterrada numa cova rasa.

Desde então, Analu já passou por 2 procedimentos cirúrgicos, foi diagnosticada com infecção generalizada, insuficiência respiratória e tinha de se alimentar através de sonda. O quadro de saúde da bebê foi progredindo aos poucos. Porém agora, conforme a Santa Casa, a criança precisa de um lugar para ficar, já que se encontra em bom estado de saúde.

O destino dela será definido a partir do laudo de um estudo antropológico realizado pelo MPE, que deve apontar se a criança será devolvida a comunidade ou inserida em outra família substituta. O prazo para a conclusão do laudo é de 60 dias.

O caso

A criança foi resgatada por policiais militares no município de Canarana no dia 5 de junho, após ficar aproximadamente 7 horas enterrada. Ela foi colocada na vala por volta de 14h e resgatada às 21h. 

Divulgação

Por meio de uma denúncia anônima, a PM foi informada que uma indígena de 15 anos tinha dado a luz a um bebê e logo em seguida, havia sido enterrado no terreno ao lado da residência onde mora a família, com o consentimento da mãe.

Investigações da Polícia Civil apontaram que a bisavó da recém-nascida, Kutsamin Kamayurá, 57, e a avó Topoalu Kamayura,33, premeditaram o infanticídio. A investigação aponta que a avó e bisavó da bebê não a queriam por ser filha de mãe solteira.

Em depoimento, ambas confirmaram que haviam tentado que a adolescente abortasse a criança. Sem sucesso, vó e bisavó chegaram a coagir os familiares para não contarem a verdade. Elas estão presas numa unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi determinado que ambas sejam monitoradas por tornozeleiras eletrônicas. 



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